Vânia Monteiro: “Sou a cidadã imediatamente a seguir”

7/09/2018 18:23 - Modificado em 8/09/2018 01:12
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A UCID justificou o abandono da sala na última sessão extraordinária da Assembleia Municipal por divergências com a mesa, quando esta tentou impor uma deputada que já não faz parte do partido. A argumentação foi no sentido que neste caso de suspensão da filiação, o lugar pertence à bancada e não ao cidadão- neste caso, cidadã. Para o partido a deputada eleita não esteve disponível e que a presidente da mesa a queria impor na assembleia como independente.

Vânia Monteiro, a deputada citada pela UCID, declarou, ao Noticias do Norte, a sua vontade de cumprir o seu mandato mesmo que já não esteja ligada à UCID. Começou por declarar : “Na sessão de Março passado, só tomei conhecimento da mesma através da comunicação social. O partido não me abordou questionando me se queria ir ou não, entretanto fiz um requerimento informando a mesa que eu era a cidadã eleita imediatamente a seguir”, como afirma Vânia Monteiro.

A mesma acrescenta que a UCID tem estado a atropelar a lei. Para tal baseia-se no artigo 9 na alínea 1 do regimento, também citado pela UCID e que diz o seguinte: “em caso de vacatura ou de suspensão do mandato, o membro da Assembleia Municipal é substituído pelo Cidadão imediatamente a seguir na ordem da respectiva lista”. E numa lista onde seis deputados foram eleitos, estando ela em sétimo lugar afirma que “é a cidadã imediatamente a seguir”.

E diz não concordar que o lugar pertença ao partido e não a um cidadão, como defendeu a UCID. “Porque o mandato não é do partido, o partido fica até a época das eleições, o mandato é da pessoa que o vai exercer”, como defende.

E ainda cita o artigo 25º do mesmo regimento: “Os membros da assembleia municipal que não tenham integrado ou deixam de fazer parte de um grupo político passam a exercer o mandato como independente, dando conhecimento do facto ao presidente”. Vânia Monteiro mostra o requerimento, que na altura, enviado à mesa da Assembleia, e defende que o partido quer atropelar a lei enviando outras pessoa para o lugar que diz ser dela.

“Tinham que ter alguma declaração de vontade minha dizendo que eu não queria ocupar o lugar. Enquanto não tiverem essa declaração de vontade não podem me substituir. Neste caso concreto, a mesa tinha que agir de acordo com a lei e ela agiu como tal”.

A saída do partido

“Sai da UCID, em primeiro lugar, porque não é o partido que eu idealizava. Não querem que as pessoas possam avançar. Pessoas com ideias e que acreditam que Cabo Verde merece melhor. Esse foi um dos motivos que me levou a pedir para ser independente, pois acredito que possa dar o meu contributo e fazer melhor para a minha terra”, afirma.

É sua intenção e espera cumprir o mandato, independentemente de estar no partido ou não. Justifica a saída do partido pelo facto de “não concordo com a ideologia actual do partido. A UCID que o Dr. Oídio explicou é diferente da que encontrei”. Vânia Monteiro que afirma concordar com a afirmação do Doutor Lídio Silva de que a UCID é um clube de amigos. E que foi para o partido para dar o seu contributo e não para fazer amizades.

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