Elixir da eterna juventude? Cientista revertem envelhecimento de células

5/09/2018 11:54 - Modificado em 5/09/2018 11:54

Travar o envelhecimento é um dos sonhos da Humanidade há séculos e ainda estará muito longe de acontecer, mas cientistas da Universidade de Exeter, no Reino Unido, conseguiram travar em laboratório o processo de envelhecimento de algumas células. Esta poderá ser a base para o futuro dos medicamentos antienvelhecimento.

Num estudo publicado na revista científica “Aging”, investigadores revelam como conseguiram travar o processo de envelhecimento de algumas células, apesar de ainda existir muito caminho a percorrer até se chegar a um processo acessível ao público, que trave as maleitas que afetam os seres humanos com a idade.

Para explicar o processo que desenvolveram em laboratório, Lorna Harries e Matt Whiteman começaram por salientar que há muitos motivos pelos quais as nossas células envelhecem, acabando por causar um declínio nas funções corporais (com ligações a doenças com o cancro ou demência). No caso deste trabalho de investigação, os cientistas decidiram analisar a acumulação de células envelhecidas nos tecidos e órgãos, isto é, a acumulação de células que já não funcionam como seria esperado.

Partindo de uma simplificação que compara os genes humanos a receitas de bolos, os cientistas explicam que os mesmos genes podem tomar formas e funções diferentes, seguindo “receitas diferentes”. Com a idade, os genes começam a perder esta capacidade e foi aqui que os cientistas decidiram intervir. Com a administração de sulfureto de hidrogénio diretamente na mitocôndria das células, onde é produzida energia, a equipa de investigação conseguiu fazer com que as células envelhecidas voltassem a ganhar capacidade de se desenvolverem em várias formas, revertendo o processo de senescência.

O sulfureto de hidrogénio pode ser tóxico em largas quantidades, pelo que foi necessário usar “ferramentas moleculares” para que o químico fosse administrado diretamente aos pontos específicos em que era necessário. O processo poderá, no futuro, vir a ser utilizado para combater doenças relacionadas com a idade.

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