UCS: “A China mostrou ser o maior parceiro comercial do continente”

3/09/2018 18:11 - Modificado em 3/09/2018 18:11

O Presidente chinês, Xi Jinping, na abertura do Fórum de Cooperação China-África, em Pequim, decidiu avançar com o empréstimo de 60 mil milhões de dólares (51 mil milhões de euros) em assistência e empréstimos para países africanos. “A China decidiu emprestar um total de 60 mil milhões de dólares, no formato de assistência governamental e através do investimento e financiamento por instituições financeiras e empresas”, anunciou o líder chinês

Isto quando o secretário-geral do Partido Comunista da China afirma que este país vai também encorajar as empresas do país a investir pelo menos dez mil milhões de dólares nos países africanos, durante o mesmo período, e avançou com o perdão de dívidas para os países com menos possibilidades.

Quinze mil milhões de dólares serão disponibilizados em empréstimos isentos de juros ou com condições preferenciais, vinte mil milhões em linhas de crédito, dez mil milhões num fundo especial para o desenvolvimento de mecanismos financeiros e cinco mil milhões para financiar importações oriundas do continente, como explicou o presidente Chinês.

Para “os países menos desenvolvidos ou altamente endividados, sem costa marítima ou pequenas nações insulares, que têm relações diplomáticas com a China, a dívida contraída junto do Governo chinês isenta de taxas de juro, que venceria no final de 2018, será perdoada”, afirmou Xi Jinping.

Num post no sua página do Facebook e face as medidas anunciadas pelo governo chinês, o primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, avança que apreciou a vontade e os compromissos assumidos pelo governo do Presidente chinês. “ A China mostrou, mais uma vez, ser o maior parceiro comercial do continente, elevando o nível de apoio e de cooperação para com a África. Os novos investimentos e financiamentos anunciados, marcam a construção desta parceria abrangente e vantajosa”.

Isto quando o governo, em solo chinês, continua a cumprir a sua agenda, tendo em vista o objectivo de “elevar as relações com a China, transformando-se num importante parceiro económico e estratégico do país, mormente com a construção conjunta da Zona Especial de Economia Marítima em São Vicente (ZEEMSV), projeto no qual o Governo deseja contar, na sua construção, com fortes parcerias de instituições financeiras, nomeadamente do Banco de Desenvolvimento da China”.

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