SOFA : JHA considera que declarações do MNE são uma ataque á dignidade do PR

30/08/2018 22:02 - Modificado em 30/08/2018 22:02

O acordo SOFA (Status of Forces Agreement), assinado com os EUA, continua na ordem do dia no panorama político nacional,  com  o Presidente da República a  afirmar, em entrevista ao Expresso das Ilhas, que tomou conhecimento do documento  depois deste ter sido assinado, o que considerou não  ser anormal. Por outro lado o Ministro Luís Filipe Tavares, veio dizer , em entrevista a RCV, que o documento foi socializado com todos os actores políticos, incluindo o Presidente. A presidente do PAICV  veio atirar mais achas á fogueira, considerando  que declarações do MNE  são uma ataque a dignidade do Presidente da República  pois considera que o Ministro desmentiu publicamente o Chefe de Estado. Por isso considera de gravíssimas as declarações do MNE e que estas constituem  “um ataque à dignidade do Presidente da República, mas também, à própria credibilidade da instituição Estado”.

Para o PAICV “não é admissível e nem aceitável que tenhamos esta situação num país sério como Cabo Verde, cuja credibilidade levou anos a ser construída”. E neste sentido pede contenção e responsabilidade por parte dos actores políticos.

Assim sendo, pede ao Primeiro-Ministro que se demarque das declarações  do seu ministro, Filipe Tavares, em relação ao Chefe de Estado e coloca ênfase na credibilidade do país que precisa ser mantida. “A credibilidade foi construída  com o sacrifício de muitos e durante muitos anos. Portanto, todos nós devemos dar o nosso contributo para, não só, preservar esta credibilidade, mas também, para reforçá-la e não actuar no sentido contrário como, infelizmente, vem acontecendo nos últimos tempos.

Em relação ás comunicações dos membros do governo, Janira Hoffer Almada considera: “Não podemos estar, permanentemente, a ser confrontados com membros do governo a fazerem declarações, cada um num sentido. Temos assistido, infelizmente, a um verdadeiro zig-zag nos pronunciamentos, nas declarações e nas afirmações, com o chefe do governo a remeter-se, simplesmente, ao silêncio sem ter, de facto, noção do que esta postura e esses zig-zagues estão a causar a todo um país, a todo um povo e a toda uma Nação, que embora de parcos recursos, sempre foi respeitado, pois sempre se deu ao respeito”.

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