Sete Sóis, Sete Luas, Mobilidade & Impacto da Arte Urbana sob Paredes Habitacionais em R.ª Grande – S. Antão

29/08/2018 23:39 - Modificado em 29/08/2018 23:39
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Englobado na rede mundial de festivais musicais “ Sete Sóis Sete Luas” Ribeira Grande de S. Antão, foi o pioneiro do palco dos palcos deste evento musical das ilhas, dos continentes, do arquipélago e dos oceanos – Atlântico e Mediterrânico.

Início deste século XXI, o festival é realizado todos os anos com música folclórica, tradicional e contemporânea da rede deste Festival.

Tempos para cá, paralelamente ao espectáculo musical, artistas plásticos mundiais, têm executado pinturas em habitações dispersas pelo concelho da Rª Grande.

Sob paredes habitacionais activos em subúrbios no coração da cidade, pintores plásticos europeus têm desenvolvido os seus talentos com tintas do seu imaginário que conseguem projectar o brilho dos seus pinceis nas telas imóveis das casas.

Tarrafal da Ribeira Grande, um bairro litoral deste concelho tem sido um dos contemplados e já recebeu soberbas pinceladas desses artistas.

Um desses homens da arte teve a sublime ideia de esculpir a tinta, uma mistura do real ao surreal numa projecção que pode ter impacto a nível mundial, a “Diva dos pés Descalços”.

Pois, com janelas de fãs e admiradores espalhados por todo lado, conhecida Diva de todo o planeta, falecida em 2011, em Mindelo, arrastava e continua a levar consigo multidões. Portantoa sua performance musical é primordial, um autêntico fenómeno. “A vossa senhora” declarações de uma belga que se aproximava da pintura, com o intuito de fotografar a Diva. Isto mesmo uma fotografia de Cesária vale ouro.

Baptizada pelos franceses como “Diva dos pés descalços”- turistas internos e externos que passam por esta ilha já começam a aproximar a realidade o que poderá ser mais a frente a localidade do Tarrafal – da Ribeira Grande de S. Antão. Nada mais, nada menos do que um autêntico santuário turístico a céu aberto, uma vez que pela sua grandeza a cantora é Património Universal.

Se calhar não temos a noção do bem que o artista nos fez, retratando Cesária daquela envergadura no muro daquela habitação.

Uma, pela sua beleza estética, e outra pela raridade que encontramos em Cabo Verde a figura de Cesária Évora.

Nos maiores centros urbanos do país temos estátuas e figuras de pessoas que fizeram história pelos seus países.Somentecumpriram a obrigação da sua pátria, nomeadamente Diogo Gomes, Diogo Afonso, Sá Carneiro, Óscar Carmona… mas um património de luxo como aCesária não tem uma estátua de referência nessas zonas, apenas uma estátua em Mindelo, no aeroporto que emprestou o seu nome, cuja visibilidade projectada deixa muito a desejar.

Indícios demonstram que “o património Cesária Évora” não está a ser aproveitada nem gerida duma forma vantajosa. Há que estabelecer um parâmetro entre o racionalismo económico e cultural do país perante o fenómeno “Cesária.”

Sempre temos que esperar alguém, abono de família, com visãoe imaginação cultural a flutuar sobre o que énosso e, demonstra que Cesária Évora é um património cultural, uma ninfa que guarde a nossa morna, rainha dos poetas que abre o caminho longe para S.Tomé. Todavia divisas produzidas pelo fenómenosejam transferidas para outras pátrias.

Juntando a nossa beleza natural, diversidade cultural e crioulista e, podemos destacar a evidência musical do nosso país com enormes contornos do desenvolvimento económico, pois “Cesária Évora é maior que Cabo Verde.”

Por: Agnelo Fortes

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