Criança que bebeu ácido agoniza enquanto espera evacuação para Portugal

28/08/2018 23:29 - Modificado em 28/08/2018 23:29

A família da criança de quatro anos, residente na cidade da Praia ,  que bebeu ácido  no mês de Outubro de 2017, pediu “ encarecidamente às autoridades que acelerem o processo de evacuação da mesma para Portugal, onde ela deverá ser submetida a uma cirurgia.”

Em declarações  à Inforpress a tia, Carla Gonçalves,  disse que o pequeno Arielson Lopes já passou por cinco internamentos e fez três endoscopias, tendo no passado mês de Julho se submetido a uma cirurgia na barriga realizada apenas para  introduzir uma sonda para facilitar a alimentação.

De acordo com a tia , o ácido (desentupidor de canos) ingerido acidentalmente pelo menino em Outubro, afetou-lhe gravemente as paredes do esófago e a criança já não consegue se alimentar pela boca.

Segundo a tia, neste momento, a criança se encontra internada no hospital a “agonizar” e correndo o risco de morrer, já que não consegue se alimentar bem, mesmo pela sonda colocada como via alternativa.

Carla Gonçalves disse que as informações médicas apontam que o esófago da criança está 98% fechado, pelo que a criança deve ser evacuada para a realização, o quanto antes, de uma cirurgia em Portugal.

O problema é que, segundo Carla Gonçalves, o processo tardou a ser iniciado e os tramites prossegue de forma lenta, estando o menino a agonizar.

“Desde o dia 19 Julho que nos comunicaram da decisão de evacuar o Adriel. No hospital nos disseram que o processo já foi enviado para Portugal e que agora nada depende do hospital. De facto, fui confirmar no Ministério da Saúde e me disseram que sim e estamos a aguardar. Mas, se desde a primeira endoscopia tivessem decidido evacuar a criança ela não estava nessa situação”, disse.

Carla Gonçalves adiantou, no entanto, à Inforpress, que na sequência de um vídeo colocado na rede social facebook pelo activista social Oracy Cruz relatando a história do menino, um emigrante cabo-verdiano que vive em Portugal e trabalha num hospital ficou sensibilizado, e de imediato contactou-lhes, disponibilizando-se para ajudar.

Conforme explicou, esse emigrante quer ajudar, por exemplo, na marcação da consulta de forma mais célere, mas para isso necessita obter pelo menos o número do processo que já foi enviado para Portugal, e mesmo assim os familiares têm tido dificuldades em conseguir essa informação cá em Cabo Verde.

“Fui ao hospital solicitar o número do processo e não me deram. A enfermeira me disse que só o Dr. Victor é que nos poderá dar o número, mas o problema é que não nos estão a deixar chegar junto do Dr. Victor”, disse.

Agastada com a situação, Carla Gonçalves procurou hoje a Inforpress para fazer esse “desabafo” e pedir a quem de direito “que lhes ajudem a salvar o pequeno Arielson, antes que seja tarde demais…”.

 

Inforpress

  1. ANTÓNIO CABRAL

    ISTO É UMA VERGONHA! OS NOSSOS MÉDICOS NÃO DISCOBREM NADA. AS ANÁLISES NUNCA CONTAM NADA. QUANDO CONTA É O OBVIO! E ESTÁ SE JÁ AS PORTAS DA MORTE. NÁO TOCAM NOS DOENTES, NÁO PASSAM RECEITAS/MEDICAMENTOS ADEQUADOS. ESTAMOS DE MAL A PIOR. (…) E AGORA O COITADO DO MENINO, É DEIXADO AO DEUS DARÁ E NINGUÉM É RESPONSABILIZADO SE ACONTECER O INDESEJADO. NHA TERRA MORABEZA, QUENHA QUE DAU ÉS CASTIGO?

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