Anjuz d’Apocalipse: “Queremos construir um império”

28/08/2018 15:29 - Modificado em 31/08/2018 17:24
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O grupo de música Anjuz d’Apocalipse surge como um dos grandes nomes na cena do rap em São Vicente. Reconhecidos pela potência dos seus instrumentais, letras e pela sua inconfundível “vibe”, o grupo prepara o lançamento do seu próximo trabalho: “RapGodz”. Em conversa com Lucious, membro fundador, este demonstra que os Anjuz d’Apocalipse pretendem ser mais do que somente um grupo de música. Está a trabalhar para construir um império que pretender abarcar várias áreas como música, moda, imagens, entre outras ideias.

O grupo foi fundado por volta dos anos 2000, como recorda Lucious, quando começou a escrever as suas letras. Em 2005, na Escola Técnica, encontrou companheiros, Faray, Pidey, Yuri, Cintia e Ary , com os quais formou os Anjuz d’Apocalipse. “Começamos a ensaiar, tínhamos apoio da direcção da escola e por isso a Escola Técnica e sagrada e não negamos nenhum show. Éramos os alunos mais “insura” e encontraram no rap um meio para ajudar-nos. Cederam-nos um espaço e convidaram-nos para o nosso primeiro show”. Como diz Lucious o grupo teve azar e problemas: foram viagens de elementos do grupo; outros com problemas com a justiça; outros de natureza diversa o que levou o grupo a separar-se, mesmo afirmando que fizeram de tudo para manter o grupo.

Com a separação do grupo já tinham influenciado Sparou, que já escrevia, e veio juntar-se ao  Lucious e retomaram o grupo. Desde a época gangsta rap tem sido a marca do grupo, com diz Lucious. “Tínhamos um estilo de rap que não era muito aceite – gangsta rap, que é um rap mais profundo. Podem pensar que é um rap delinquente, mas é um rap mais profundo e fala sobre tudo e demonstra uma realidade das coisas”.

E o nome Anjuz d’Apocalipse é proveniente da crença dos integrantes do grupo. A religiosidade é tema presente nas suas letras.

O grupo recomeçou as actuações em 2011 mas já aufere de uma certo reconhecimento por parte do público. “Uma satisfação! É ver todo o esforço ser reconhecido, e todos artistas querem reconhecimento pelo seu trabalho. E pelo esforço que colocamos no nosso trabalho ter esse reconhecimento é muito importante”.

RapGodz: trabalho para abrir portas.

“Ainda mantemos a mesma linha mas adicionamos outros estilos”, CML avança Lucious, mas mantendo a essência do grupo. E assim o grupo prepara um novo trabalho “RapGodz”. Um projecto que já está todo gravado, faltando agora os processo de mixagem e masterização antes de colocar a disposição do público.

“O nome do trabalho traz Deus nele, porque o carregamos em nossas vidas. E é um trabalho muito ‘pesado’, em termos de escrita, aspecto que aprofundamos muito, em termos dos instrumentais, buscamos muita inspiração. Também é pesado na forma como transmitimos a energia das nossas músicas. O nosso Lema é sempre strong vibe”. E como Lucious adianta querem dar um bom contributo para o cenário do rap e da música no geral.

Os objectivos do trabalho passa por “abrir porta para grandes trabalhos”.

Queremos construir um império”

Para Lucious o grupo já não é apenas um grupo de música e o objectivo é tornar os Anjuz d’Apocalipse algo maior. “Estamos trabalhando com modelos, temos nossos próprios produtores, designer, fotógrafo. E Anjuz é um bolo cheio, não somos apenas rappers mas somos uma equipa com grande diversidade de funções”.

A criação de algo maior na procura de abrir portas e dar oportunidade, também a outros jovens  de viver os seus sonhos.

No último show intimista do grupo, os Anjuz d’Apocalipse mostraram ao público a sua comitiva com músicos, modelos, produtores. Um império, segundo Lucious, que vai além da música mas a nível de várias outras oportunidades. Com um início humilde o grupo espera também criar as condições para ajudar novos talentos na ilha.

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