Wills Rodrigues – Jovem DJ mindelense almeja alcançar o mundo com a sua arte

28/08/2018 00:39 - Modificado em 29/08/2018 12:13

Apaixonado por música electrónica, começou a comandar as cabines aos 17 anos e não parou mais. Desde então, respira esse universo de infinitas possibilidades e realiza o seu trabalho com muito profissionalismo e criatividade. Amante do house, apesar de se aventurar por outras sonoridades. Esta é uma paixão que nasceu no liceu, após ter presenciado a actuação de um amigo e ter ficado maravilhado com este universo.

Considera o Disc Jockey, uma profissão nobre e também como sendo o melhor artista que existe, isso porque são eles, “os guardiões da noite. São eles que nos lembram do passado com músicas que marcaram. São eles que com a sua arte conseguem apertar os botões das nossas emoções e vibrações com a sua música”, afirma.

Natural da ilha de São Vicente, este jovem, oriundo de uma família de músicos, sendo que o primeiro dispositivo para ouvir música foi-lhe oferecido pelos pais. Já actuou em diversos eventos na ilha de São Vicente e também em Santo Antão. Mas o seu maior palco foi no Festival Internacional de Música da Baía das Gatas, considerado pelos artistas como o palco maior dos festivais nacionais.

Actualmente, com 25 anos, conta que a sua carreira no mundo da música começou ainda frequentava o secundário. Lembra que o click se deu numa tarde, durante um evento realizado no pátio da escola, quando viu um grande amigo, que na altura já praticava a arte do “DJing”, com um equipamento de DJ e ficou maravilhado com todo aquilo: a arte das mixagens (transição de uma faixa musical para a outra) e com os montes de botões e funcionalidades que o equipamento conseguia fazer.

Não querendo ficar para trás emprestou o equipamento para praticar em casa e nunca mais parou. “A partir daí resolvi mesmo investir, de corpo e alma, o meu tempo no mundo dos Disc Jockey”, avança este jovem que também, aos fins-de-semana, costuma atuar numa das discotecas locais.

Notícia do Norte – Por que você decidiu se tornar DJ? Como é que a sua família reagiu a essa decisão?

Wills Rodrigues – Na minha família você poderá encontrar músicos, cantores e produtores musicais. Ainda na minha adolescência um primo pôs-me em contacto com o primeiro DAW (Digital Audio Workstation) para gravar, editar e tocar áudio digital. Desde então gostei da produção musical e do processo que criação musical. Posso dizer que tenho alguns artistas que outrora serviram de fonte de inspiração para a minha música, mas com o tempo percebi que se eu concentra-se a  minha atenção mais na minha pessoa – no meu interior – poderia criar algo genuíno e diferente de tudo aquilo que possa existir, fugindo a padrões e assim evoluir explorando cada dia a minha essência enquanto pessoa.

Amante do House Music Undeground, acredita que sem música a vida seria a preto e branco e a música electrónica “mora no meu coração e vivo com ela a cada instante. Sem perceber a música tornou-se o meu modo de estar e viver”.

Portanto, fazendo aquilo que mais ama, decidiu que a música electrónica seria a sua profissão quando viu que o faz com muita naturalidade e com imenso gosto. Entretanto, adianta que caso não fosse DJ, seria Cientista Político. Frequentou o curso de Licenciatura em Ciência Política e Relações Internacionais.

Voltando a música, cita como principais desvantagens da sua paixão, o facto de algumas paragens, não ser reconhecida como profissão por parte da sociedade civil o que dificulta o normal funcionamento. E as vantagens advêm do facto de estar no mundo onde conhece vários artistas e ainda ter a possibilidade de trocar experiências e conhecimentos. As apresentações, vem de forma natural

Noticias do Norte – Antes da sua apresentação, como se dá a preparação técnica, emocional e profissional?

Wills Rodrigues – Antes de uma apresentação faço a recolha de dados – local, público-alvo entre outras coisas, idealizando ideias e técnicas que vou usar. A minha preparação emocional vêm do meu estado de espírito, da mensagem que quero transmitir, onde sempre tenho uma mensagem a passar ao público no meu set.

Notícia do Norte – O que não pode faltar numa apresentação de Wills Rodrigues?

Wills Rodriguez – O que não pode faltar numa apresentação do Wills Rodrigues é a boa musica, a qualidade, muita técnica aplicada e também a alegria e o sorriso nos rostos das pessoas que apreciam a boa música.

Noticias do Norte – O que o diferencia dos outros DJ?

Wills Rodrigues – O facto é que Wills é Wills, e sou uma pessoa igual e ao mesmo tempo diferente de todos, há quem diga que sou um lunático utópico. Gosto de apresentar um trabalho que difere na íntegra e na totalidade de tudo aquilo que possa existir. Parto do princípio que os outros já existem e a minha missão é trazer até as pessoas, aquilo que desconhecem saber que gostam. Na minha música as pessoas encontram uma sonoridade exclusiva mas claro que a boa música e a boa vibe não pode faltar.

Notícias do Norte – Qual o seu objectivo e sonho como artista

Wills Rodrigues – Meu sonho na música electrónica é tornar-me num Festival DJ e partir rumo à carreira internacional. O que mais almejo é poder no futuro participar nos grandes concertos dos melhores festivais de música electrónica do planeta terra.

Como objetivo quero produzir músicas ao lado de grandes artistas da indústria da música electrónica, bem como trabalhar tanto, mas tanto, que aqueles que outrora foram meus ídolos se tornarem meus fãs!

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