Camiões e o novo regime de venda de areia: o preço é exagerado

23/08/2018 14:55 - Modificado em 23/08/2018 15:45

A CMSV é a nova responsável pela distribuição da areia na zona do Lazareto, como foi anunciado no inicio da semana. Com esta medida os compradores, os camiões, fazem a compra à Câmara. Uma medida que os trabalhadores de camiões já antes defendiam, ou seja: que a Câmara vendesse uma senha e que os camiões pudessem depois apanhar o material.

Em conversa com algumas pessoas que trabalham nos camiões estas avançam que a medida poderia ser boa se o preço não fosse “exagerado”. Segundo a Câmara o preço de venda será de oitocentos escudos por metro cúbico. Preço considerado exagerado, contrapondo o seu abaixamento  para um preço á volta dos trezentos escudos por metro cúbico.

Normalmente, um camião carrega a volta de cinco metros cúbicos, o que fará com que uma carrada de areia passa a ser vendida por quatro mil escudos. Quando o preço de um camião de areia é seis mil escudos e neste sentido este grupo pensa que o preço poderia ser mais modesto para que pudessem continuar a ter uma margem de lucro que pudesse continuar a viver, visto que como avançam não chega para cuidar das contas pessoais e manter o equipamentos em bom estado.

“Esta é uma forma de fazer com que o grupo não progrida”, segundo um desses trabalhadores. Este chama a atenção para as dificuldades que a classe tem passado e que tem a ver com a falta de trabalho na ilha para o grupo. Isto quando afirmam que esperaram mais de quatro anos para uma solução naquele espaço, tanto a nível de segurança como de organização. O certo é que esta medida não os satisfaz, principalmente no que diz respeito ao preço a que será vendida a areia. Uma palavra também aos ajudantes que pensam que saíram bastante prejudicado com este novo modelo. “Nós não vamos ganhar nada”, sintetizam. A sua proposta é que o preço seja menor, e que a edilidade venda uma senha, como tem acontecido, mas que também lhes deem a oportunidade de entrar e apanhar o material. A preocupação deste grupo prende-se, também, com o facto de ser uma medida provisória e ainda não saberem o que vai acontecer quando o local for explorado por uma empresa privada.

Comente a notícia

Obrigatório

Publicidades
© 2012 - 2018: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.