Ajudantes de camiões: “Emborcaram a nossa panela”

23/08/2018 00:11 - Modificado em 23/08/2018 00:24
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A solução encontrada pelo Governo e pela Câmara Municipal de São Vicente para a apanha de areia teve como base a questão da segurança perante as fatalidades ocorridas na zona da apanha de areia. Solução provisória até que a área seja adjudicada a um privado.

Em conversa com um grupo de ajudantes de camiões, a solução não agrada uma vez que vai retirar o sustento a várias famílias. A questão da segurança é aplaudida por todos já que pode evitar outras fatalidades como as que ocorreram no passado com o desabamento de areia. Mas a solução, segundo estes ajudantes, não é a melhor na medida que lhes vai retirar o sustento.

Como explicam, com a introdução das máquinas no local, já não vão conseguir encher os carros. Com esta mudança em que as máquinas vão fazer o trabalho que faziam antes, os ajudantes de camiões tornam-se desnecessários.

Situação que preocupa este grupo de trabalhadores. Durante a exposição do facto, um dos ajudantes disse que “muitos ajudantes já morreram no local e agora vão deixar os restantes morrer de fome”.

Por cada carro que enchem, os ajudantes recebem quinhentos escudos. E dizem que o trabalho é necessário no aspecto que fazem logo o tratamento da areia que chega pronta às obras. Um trabalho árduo com trabalhadores que estão nesta área há mais de vinte anos e que agora vêem vedada a sua forma de conseguirem o próprio sustento.

“Uma carrada de areia é o sustento de muitas famílias”, assegura um dos ajudantes.

Estes ajudantes não questionam a medida a nível da segurança. Mas pedem que se possa permitir que eles continuem a encher os camiões com o material e não que as máquinas façam o trabalho, “prejudicando vários trabalhadores”. E pedem uma solução “que não prejudique os ajudantes”.

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