Papa reafirma virgindade de Maria e diz que o burro e a vaca não estavam no presépio

28/11/2012 00:19 - Modificado em 28/11/2012 01:35

A virgindade da mãe de Jesus Cristo é uma verdade “inequívoca” da fé. Os católicos já o sabiam, mas a doutrina é reafirmada pelo Papa Bento XVI que, num livro posto à venda esta quarta-feira, afirma também que não havia burro nem vaca no presépio de Belém.

 

“Maria é um novo início; o seu filho não provém de um homem, mas é uma nova criação: foi concebido por obra do Espírito Santo”, escreveu o Papa em A Infância de Jesus, lançado esta quarta-feira em Portugal e noutros países.

 

“Jesus, nascido de Maria, é plenamente homem e plenamente Deus, sem confusão e sem separação”, refere uma das passagens divulgadas após a apresentação, na terça-feira, no Vaticano.

 

O Papa entende que a virgindade de Maria e a ressurreição de Jesus devem ser vistas pelos católicos como “pilares da fé” porque são sinais inegáveis do poder criador de Deus. “Se Deus não tem poder sobre a matéria, então Ele simplesmente não é Deus”, escreveu, segundo a Reuters.

 

O livro dedica uma secção à adoração do Jesus recém-nascido pelos Reis Magos e diz que apesar de ele próprio acreditar que o episódio tenha acontecido, refere que nenhum fundamento da fé seria abalado caso se verificasse tratar-se de uma construção baseada numa ideia teológica.

 

No local do nascimento de Jesus “não havia animais”, diz também, segundo o El País. O jornal espanhol refere, embora sem fazer citações directas, o caso da vaca e do burro e atribui ao Papa a afirmação de, com quase toda a probabilidade, a estrela de Belém ser uma supernova.

 

O livro pretende ser uma resposta às questões sobre a origem de Cristo, disse, segundo a agência Ecclesia, o cardeal Gianfranco Ravasi, na apresentação. Em A Infância de Jesus, o Papa, 85 anos, pede aos leitores para deixarem de olhar para Deus como alguém que limita a liberdade individual, destaca a Reuters.

 

Último de uma trilogia sobre a vida de Jesus Cristo em que o chefe da Igreja Católica começou a trabalhar em 2003, quando, ainda cardeal, Joseph Ratzinger, era prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, o livro está dividido em quatro capítulos. Começa com a apresentação da genealogia de Jesus e termina na separação e reencontro com os pais aos 12 anos, em Jerusalém.

 

A Infância de Jesus segue-se à publicação de dois outros volumes, em 2007 e 2011. A Reuters recorda que nesses livros Ratzinger condenou a violência cometida em nome de Jesus e isentou os judeus de responsabilidade pela sua morte.

 

O livro está à venda em 50 países, em oito línguas, com tiragem de um milhão de exemplares. Nos próximos meses vai estar disponível em 20 línguas, em 72 países. A edição em Portugal é da Principia.

 

 

 

cm.pt

  1. Luís Fonseca

    “Nem burro nem vaca(…)” nem Jesus Cristo. Jesus não nasceu sob aquelas condições atmosféricas. Se tivesse nascido não sobreviveria. Jesus não nasceu no dia 25 de Dezembro. Mais um leviano, irracional católico a dissertar…

  2. Fabrisio

    bom infelismente és mais um que não acredita na Graça Divina, Jesus não nasceu no dia 25 de Dezembro isso qualquer bom Cristão Católico o sabe, estuda primeiro meu irmão antes de dizeres leviandades. Jesus Cristo não o espirito da luz, mas Cristo o ungido é o Deus conocosco

  3. JOÃO

    Esse papa mais não é se não um avestrus que perante um perigo esconde a cabeça por baixa das asas e o probleba estará resolvido por ter escondido a cabeça.
    Jesus cristo é filho de São Pedro, mas isso só foi descoberto com morte de Sebastião quando foi entrar no ceu em que S. Pedro negou-lhe deixar entrar. Porque Sebastião ameassou-lhe que iria dizer a todos e a Deus que ele São pedro andava a manter relação com Maria, equanto que S. José, por ser cumpridor religiosa só a namorava.

  4. Filipe Maciel

    Caro Luís Fonseca, verdadeiramente Jesus Cristo não nasceu em 25 de dezembro. Esta data, fixada pela Igreja, não passa de um processo de inculturação, onde, em decorrência da chegada do Evangelho aos povos pagãos (gregos, romanos, etc), anunciou-se o nascimento do verdadeiro Sol, Aquele único capaz de iluminar todas as nossas trevas. O dia 25 de dezembro, para a religiosidade pagã, era o dia da celebração do deus Ha (deus Sol). Quando anunciado o Verdadeiro Sol, Jesus Cristo Senhor nosso,…

  5. Filipe Maciel

    … colocou-se esta data para que se comemorasse o nascimento do Senhor. Nada além disso. Agora, por favor, não acuse os católicos de levianos… estude a história eclesiástica primeiro.

  6. Afonso Alves

    Caro Luís! O que não percebi para si é se Jesus nasceu ou não! Mas digo-lhe que para nós Católicos a data não é o mais importante mas sim o facto, que é o Nascimento de Jesus Cristo, mas se havia bois vaca ou ursos não interessa!! E aliás nem o senhor sabe em que altura é que ele nasceu e nunca a Igreja disse que Jesus nasceu no dia 25 de Dezembro, mas Ela nesse dia lembra o nascimento de Jesus e procura actualizá-lo na sua vida! Investigue com verdade e sem insultar a que quer chegar a Verdade.

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