31ª edição do Festival de Curraletes com Nancy Vieira, Blaka , Grace Évora e Jay Moreira

22/08/2018 00:44 - Modificado em 22/08/2018 00:44

Estes são alguns dos nomes convidados que a edilidade do Porto Novo, Santo Antão, tem vindo a anunciar na sua rede social e que farão parte do leque de artistas que participará no certame que está agendado para os dias 31 e 01 Setembro e que assinala os 56 anos da criação do Município do Porto Novo, a 02 de Setembro.

Nancy Vieira é um dos primeiros nomes anunciados pela edilidade. Cabo-verdiana nascida em Bissau em 1975, impôs-se como uma das vozes mais relevantes da geração pós – Cesária Évora.

Com inúmeras colaborações e cinco discos em nome próprio: Nos Raça, 1995; Segred, 2004; Lus, 2007; Nô Amá, 2012. Manhã Florida, 2018, é o mais recente que ela tem vindo a apresentar ao vivo e nas rádios.

Manhã Florida, com doze canções, traz a marca da morna e também das geografias que alimentam o universo criativo de Nancy, da Europa às Caraíbas e ao Brasil, em originais de Eugénio Tavares, Amândio Cabral, Teófilo Chantre ou Mário Lúcio.

Grace Évora, natural da ilha de São Vicente, desde criança demonstrou um grande interesse pela música como cantora e baterista.

Ainda na sua infância Grace e os seus pais emigraram temporariamente para Paris para depois fixarem residência permanente em Roterdão, Holanda.

Em 1987 Grace conseguiu abrir as portas do seu sucesso quando foi convidada para ser baterista do grupo Livity. Foi a sua sorte, pois a banda permitiu-lhe gravar como cantora uma faixa intitulada “Bia” no segundo álbum deste grupo.

Foi condecorada com a Medalha de Mérito da Cultura Cabo-verdiana pelo Governo de Cabo Verde.

Grace segue, neste momento, uma carreira musical como artista a solo, assim como baterista e cantora dos Livity, um dos populares conjuntos de música popular cabo-verdiana.

Jay Moreira, nasceu em Cabo Verde, na Ilha de Santiago, freguesia de Santa Catarina, está em Portugal desde os seus quatro anos de idade e começou a carreira musical desde 1998.

O seu estilo musical refere-se a uma fusão de hip-hop, reggae, funk, ritmos tradicionais africanos, entre outros.

Com 5 álbuns dos quais dois lançados em Portugal: “So mi” em 2002 e “Okim Tchiga La” em 2005, os seus primeiros concertos começaram logo após o seu primeiro álbum “Só Mi”.

Em 2006 vai viver para a Noruega onde forma a sua banda Jay&Bandidos que lançou o álbum Momento Certo em 2008. Este álbum proporcionou a Jay e Bandidos a participação em vários festivais em Cabo Verde e na Noruega.

Depois de algumas experiências juntos em palco, em 2011 decidiram lançar o álbum Sempri Bandidos. Por este álbum, em 2012, foi agraciado com o prémio de Cabo Verde Music Awards na categoria de melhor álbum electrónico, melhor música reggae e melhor música hip-hop.

Após várias idas a Cabo Verde, Jay começa também a explorar o território cabo-verdiano onde nasceu a ideia de um projecto com os jovens músicos e artistas locais, tendo feito vários concertos também para ajudar a promover os mesmos. Em 2013, Jay apostou no projecto 100 por cento cabo-verdiano intitulado Mi Cu Bó.

Até agora, os países que Jay actuou foram: Portugal, Cabo Verde, Noruega, Inglaterra, Holanda, Estados Unidos e Suíça.

Além da sua Banda Norueguesa, os Bandidos também já tiveram o prazer de se reunirem e experimentar tocar com alguns dos melhores músicos cabo-verdianos do momento, seja de Cabo Verde – Cidade da Praia, seja dos Estados Unidos – Boston e de Portugal – Lisboa, representando todos eles muito bem as músicas do Jay.

Blacka Silva, cantora de origem cabo-verdiana, nasceu e vive em Portugal, é autora de um dos sucessos do momento, o single “Nos ki tem”.

Aos 24 anos, a artista está a dar um salto na sua carreira estando, neste momento, a preparar o seu primeiro trabalho a solo. “From the roots”, assim se chamará o álbum que traz reggae, rap, afro-decale e outras misturas.

O LP vai incluir também os singles lançados este ano e o disco sairá com o selo dos Biily Family, produtora com a qual Blacka está a trabalhar.

A artista reconhece que hoje a sua música é “diferente”, mas que não deixou de cantar rap. Assim, o trabalho a ser lançado brevemente, para além de misturas afro-cabo-verdianas, traz rap num estilo mais calmo, com mensagens mais conscientes.

  1. ribeiradacruz

    Para um Festival do nosso concelho esta bem ( recordamos que os meios financeiros estao escassos) Parabens a C.Municipal para mais esse evento…

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