Governo: “È falso que existam cerca de 33.505.426$00 por justificar por parte da FICASE”

21/08/2018 00:03 - Modificado em 21/08/2018 00:03
| Comentários fechados em Governo: “È falso que existam cerca de 33.505.426$00 por justificar por parte da FICASE”

O Governo, em comunicado, através da Inspecção-Geral das Finanças, responde a um artigo publicado sobre a auditoria à FICASE e avança que acerca da inspecção administrativa, financeira e patrimonial à FICASSE, é falso que existam cerca de 33.505.426$00 por justificar por parte da FICASE.

O relatório resultado da inspecção administrativa financeira e patrimonial à FICASE está a ser alvo de contestação por parte da Inspecção-Geral das Finanças. “O que efectivamente aconteceu foi que, de entre quatro inspectores que tiveram participação na referida acção, um posicionou-se tecnicamente no sentido de se concluir que dessa inspecção terá resultado uma diferença de 33.505.462$00”, como justifica o Governo. Esse posicionamento do inspector resulta do seu entendimento de que é ‘montante por justificar’ a diferença entre o montante concedido à FICASE, a título de disponibilidade financeira (371.668.188$00) e a cifra do mesmo título solicitado por esta instituição (338.162.762$00).

Para o Governo os dois valores não são pagamentos nem recebimentos, mas sim valores disponibilizados pelo Tesouro à instituição, “para realizar despesas, pelo que a análise feita e que deu origem ao valor alegadamente por justificar, está baseada em premissas erradas”.

E como justifica o Governo, no orçamento de 2013, a FICASE realizou investimentos no montante total de 328.839.051$00, cifra efectivamente paga pelo Estado através do Tesouro. “É esse montante que a FICASE tinha de justificar e, efectivamente, justificou”, avançando que os documentos confirmam.

“É verdade que o relatório alegadamente contestado não foi publicado aquando da sua conclusão em 2016, mas é também facto que nessa altura nenhum relatório da IGF era divulgado. Aliás, e esclarecendo, a publicação dos relatórios da IGF só se tornou prática a partir de Abril de 2017, com o actual Governo”.

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2018: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.