Vítimas de maior desastre ambiental no Brasil deverão receber 445 milhões de euros

20/08/2018 12:24 - Modificado em 20/08/2018 12:24
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O presidente da Fundação Renova, criada pela empresa mineira Samarco após o desastre de uma barragem, em 2015, prevê indemnizar em cerca de dois mil milhões de reais (445 Milhões de euros), até ao final do ano, 19 mil famílias brasileiras vítimas do desastre.

De acordo com a revista brasileira Exame, Fernando Wakk, presidente da Renova, disse que o “período emergencial” está a terminar e que as 19 mil famílias que irão receber a indemnização representam as “mais vulneráveis”, com perdas confirmadas no rompimento da barragem de Fundão.

A tragédia remonta ao dia 5 de novembro de 2015, quando uma barragem destinada a conter os resíduos de lixo, controlada pela empresa Samarco Mineração, explodiu na região de Mariana, matando 19 pessoas e deixando um rasto de destruição por centenas de quilómetros, nas cidades de Minas Gerais e Espírito Santo.

A Fundação Renova estima que o total de famílias a receber as indemnizações suba gradualmente para 60 mil. A organização espera ainda começar as entregas de cerca de 500 casas no início de 2019 destinadas aqueles que perderam as suas moradias.

Posteriormente, a longo prazo, a Fundação pretende desenvolver planos de educação ambiental.

A Fundação Renova foi criada em março de 2016, pela Samarco e pelos seus dois acionistas, Vale e BHP Billiton, com o intuito de reparar os danos causados pelo rebentamento da barragem de Fundão.

Até ao momento, a fundação gastou 4,2 mil milhões de reais (cerca de 900 milhões de euros) para reparar danos, de acordo com informações publicadas no site oficial.

Fonte: JN

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