Fogo : Adeus , Padre Camilo

16/08/2018 17:10 - Modificado em 16/08/2018 17:10
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O funeral do padre Camilo Torassa, falecido na sexta-feira, 10 de Agosto, no hospital regional São Francisco de Assis, acontece na tarde de hoje, com partida das instalações da Casa Materna, em São Filipe.

O corpo do padre Camilo, que se encontra na morgue do hospital regional São Francisco de Assis, em câmara fria, vai ser transportado no período da manhã para as instalações da Casa Materna, uma das muitas obras físicas construídas durante as três décadas em que assumiu a paróquia de Nossa Senhora da Conceição.

Entre as 12:30 e as 15:30, o corpo permanece nestas instalações para que todos os amigos e pessoas que privaram de perto com o frei Camilo possam prestar-lhe a última homenagem.

Às 15:30, a urna com o corpo do padre será transportada num cortejo para a Igreja Matriz de São Filipe, onde está programada a celebração de eucaristia de corpo presente, que vai ser presidida pelo custódio dos Capuchinhos em Cabo Verde, frei António Fidalgo de Barros, seguindo depois para o cemitério municipal para o sepultamento.

Durante esses dias a comunidade católica de São Filipe promoveu sessão de terços e uma vigília de oração na Igreja Matriz de São Filipe com participação de elementos da comunidade.

Camilo Torassa, nascido a 17 de Outubro de 1929, em Itália, faleceu a 10 de Agosto de 2018, na cidade de São Filipe, ilha do Fogo, que o mesmo adoptou como sua segunda pátria.

Ele entrou para os Capuchinhos aos 18 anos (1947) e a 21 de Fevereiro de 1954, ordenou sacerdote e, em Dezembro do mesmo ano, apresentou aos superiores o seu pedido para vir trabalhar em Cabo Verde.

Depois da ordenação, passou mais três anos em Itália como professor no seminário e dois anos em Portugal, tendo chegado a Cabo Verde a 30 de Janeiro de 1960 (data de desembarque em São Vicente) para depois rumar à ilha do Fogo, tendo passado dois anos na paróquia de São Lourenço, antes de assumir a Paroquia de Nossa Senhora da Conceição, onde permaneceu durante 31 anos (Setembro de 1961 a Julho de 1992), tendo sido também pároco de Santa Catarina.

Durante o período em que geriu a paróquia, além do trabalho espiritual, o padre Camilo realizou um conjunto de acções que contribuíram para formação de várias gerações, como a construção da Escola ou Casa Materna (66/67) , e onde funcionou o primeiro jardim infantil, escola primária e onde nasceu a primeira escola secundária da ilha, o Centro Catequéctico João Paulo II, as capelas de Cabeça Monte, Monte Largo, Chã das Caldeiras (consumidas pelas lavas da ultima erupção), duplicou a capacidade da casa paroquial.

No domínio do desporto e da cultura, Camilo foi co-fundador da equipa de Juventude de São Filipe e do extinto grupo de teatro de São Filipe “Chuva Brava”, além de vários outros trabalhos de cariz social.

Além da ilha do Fogo, desempenhou as funções de pároco em São Vicente (1992) e depois na ilha Brava, a partir de 2002, sendo que há alguns anos que se encontrava nas instalações do lar de idoso Madre Teresa de Calcutá.

JR/CP

Inforpress/Fim

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