Responsável do partido de Merkel diz que “islão não pertence à Alemanha”

20/04/2012 00:02 - Modificado em 20/04/2012 00:02
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O importante membro da União Democrata Cristã (CDU) da chanceler alemã Angela Merkel afirmou que o islão não faz parte da Alemanha, justamente quando o Governo realiza uma conferência para a melhor integração dos muçulmanos.

Esta conferência já tinha sido ensombrada por uma polémica sobre se um grupo salafista poderia dar milhões de exemplares do Corão traduzidos para Alemão.

“O islão não faz parte da nossa tradição e identidade na Alemanha e assim não pertence à Alemanha”, disse Volker Kauder, líder parlamentar da CDU, ao jornal Passauer Neue Presse. “Mas os muçulmanos pertencem à Alemanha. Como cidadãos do estado, claro, gozam dos seus plenos direitos.”, afirmou ainda.

Na Alemanha vivem cerca de 4 milhões de muçulmanos (numa população de 80 milhões), cerca de metade dos quais com cidadania alemã, e muitos vindos da Turquia nos anos 60 e 70.

A chanceler estabeleceu fóruns para melhorar a integração, respondendo a preocupações sobre a possível radicalização dos jovens muçulmanos e tentando promover jovens muçulmanos com qualificações. Há dois anos estalou uma grande polémica quando o antigo líder do banco central Thilo Sarrazin, que era também membro do SPD, partido social-democrata, disse que os imigrantes turcos e árabes estavam a “tornar a Alemanha mais estúpida”. Pouco depois, o então Presidente Christian Wulff veio declarar que o islão fazia parte da Alemanha.

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