Moura Company assina acordo de financiamento para cinco barcos Roro 

13/08/2018 04:33 - Modificado em 13/08/2018 04:33

É já uma realidade. A Moura Company (MC)– Sociedade de Transportes Marítimos – acaba de conseguir um financiamento, junto de um banco indonésio, para aquisição de cinco barcos novos do tipo roll on roll off (Roro) que, segundo o promotor do projeto, António Lopes da Moura, as primeiras três unidades deverão chegar ao país dentro de 15 meses. O responsável da MC regressou há dias de Jacarta, capital da Indonésia, onde acompanhado do diretor comercial da empresa, Jaime Ferreira, assinou o contrato de financiamento com Indonésia Eximbank.

Numa altura em que todo o país se pensava que a Moura Company era um “nado morto”, pelas razões sobejamente conhecidas, eis que António Lopes da Moura surpreende-nos com esta notícia de aquisição de cinco novas embarcações de tipo RoRo, no valor de mais de 60 milhões de dólares, que vão ligar as ilhas e a sub-região da África Ocidental, para responder às demandas crescentes do mercado promissor da CEDEAO, com mais de 300 milhões de consumidores.

“Trata-se de um projeto muito antigo que se destina a aquisição de cinco barcos novos do tipo roll on rol off, com características próprias para os mares de Cabo Verde. Os navios são completamente construídos de ferro e aço com potência para uma velocidade de 16 nós, por hora (servisse speed). Têm capacidade para 300 passageiros, 12 tripulantes, 14 camiões trucks ,12 viaturas médias e 1700 toneladas de carga.     É um investimento de mais de 60 milhões de dólares, que conseguimos junto do Indonésia Eximbank”, explica António Moura, para quem a carta de conforto concedido pelo Governo de Ulisses Correia e Silva, em maio de 2017, foi muito determinante para obtenção deste financiamento.

Sabe-se, entretanto, que uma delegação da Moura Company – Transportes Marítimos – chefiada pelo seu presidente, António Moura deverá deslocar-se nos próximos dias, aos estaleiros navais PT. Citra Shipyard, na Indonésia, para assistir as cerimónias do inicio de construção das primeiras três unidades que, segundo os termos contratuais rubricados com a empresa construtora, estarão concluídas dentro de 15 meses, no máximo.

Contudo, segundo o promotor deste projeto António Moura, existe total abertura por parte da empresa construtora das cinco embarcações (Citra Shipyard),  para as negociações, durante os 15 meses com a Moura Company, com vista a um contrato leasing, caso for necessário, em ordem à concessão de três barcos  roros, enquanto as novas embarcações estarão operacionais.

Instado a pronunciar-se, se não receia que todo este investimento venha traduzir-se num elefante branco, em virtude do processo em curso, sobre o concurso público internacional da concessão do Serviço Público de Transporte Marítimo de Passageiros e Carga entre as ilhas, Moura disse que um investimento desta envergadura deve, para já, merecer apoio de todos, particularmente do Governo. “A verdadeira mobilidade de passageiros e cargas visando a unificação do mercado nacional, só é possível com a liberalização desse mesmo mercado, já que somos um país insular em que os cidadãos precisam viajar entre as ilhas, de forma rápida, segura e tranquila”, remata Moura acreditando que a sua empresa garantirá estas condições e que o Governo está ciente destes pressupostos da economia de mercado dos nossos mares.

“Há mais de 28 meses que empresa tinha garantia da Indonésia Eximbank, deste financiamento. Numa primeira fase negociámos com o banco, um pacote integrado de financiamento que incluía transportes públicos urbanos de passageiros e transportes marítimos. No entanto, devido a situação periclitante e adversa porque passa o setor dos transportes urbanos de passageiros, decidimos abdicar deste ramo de negócio, para abraçar o projeto marítimo”, conclui António Moura garantindo que, no quadro deste investimento, apresentou ao atual Governo este projeto muito antes do concurso público internacional para a concessão dos transportes marítimos inter-ilhas.  

 

  1. Zender

    Deus escreve direito por linhas tortas e o que Ele der, Satanás não toma posse!
    Moura companhia passou duma empresa pujante e em franco crescimento para uma outra falida ocasionando por alto investimento das autoridades governamentais e seus colaboradores em sabotar fechando os olhos à circulação de táxis clandestinos e hiaces que fazem frete nas paragens a olho nu com proprietários bem identificados como policiais e militantes ferrenhos do partido no poder de então!
    Deus dja abri otu kaminho ê pâ aproveite y pel libranu Di kês Guentis satânicos!

  2. Felizberto Moreira

    isso me cheira á confusão, se o governo avançar com o processo da conceção vai ser O DEUS nos acuda……

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