Festival da Baía das Gatas: “Nôs Festival”

9/08/2018 07:37 - Modificado em 9/08/2018 07:37
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Com início em 1984, o Festival da Baía das Gatas é hoje considerado o maior festival de música do país. Um festival que já ganhou uma grande dimensão e uma data obrigatória no calendário mindelense. Não só três dias de música com artistas nacionais e internacionais, mas também um momento de convívio entre as pessoas. O festival, segundo as autoridades, tem sido trabalhado para que se torne num produto de atracção para turistas e visitantes.
Isto, para além das questões económicas que traz anexadas a si. A CMSV tem realçado o facto que o festival serve para trazer um novo dinamismo económico à ilha, com oportunidades de vários sectores saírem beneficiados.
O festival, com todas as suas valências, é um produto mindelense, dos artistas e das suas gentes que o tornam naquilo que é nos dias de hoje: “Nôs festival”. Com todas as preocupações sobre grupos, comércio, o maior activo do festival continua a ser o público que se desloca à praia, como afiançam alguns entrevistados do NN.
“São as pessoas que fazem o festival. Todas as pessoas e a vibração que levam é que fazem o festival ser o festival da Baía. Além disso, também o festival da Baía é único”, adianta Danielson Gomes. Para Edson Reis, o público tem tornado o festival no que é actualmente e, de ano para ano, há uma cada vez maior participação das pessoas, principalmente aos sábados. O mesmo cita o cantor Jorge Neto ao dizer que o público de São Vicente é o melhor que há.
A questão de que o público tem sido a peça chave é um ponto de opiniões coincidentes. Também Gilda Ramos não se lembra de um artista que tenha reclamado do público. Essa vibração como diz, é própria das pessoas de São Vicente e recorda que ainda não houve reclamações de artistas por parte do público. A vibração é o que tem sido oferecido aos artistas que também têm retribuído.
Com grandes nomes nesta edição, a indicação é que o centro de tudo está no público. “É mais do que um festival de música”, assegura Marcos Brito, que diz que já faz parte do que é ser de São Vicente. Neste sentido, as pessoas tendem a aproveitar ao máximo o momento e este sentimento de pertença é sentido por todos.
E assim, o festival continua a cumprir os objectivos do primeiro festival, como exposto por Dani Mariano num texto sobre as origens do festival, que era o de “Retirar a população do Mindelo das suas casas, uma vez por ano, durante dois dias no mês de Agosto, no período da Lua cheia, para uma praia distante da cidade. Solidariedade e Paz num encontro de música livre. E ainda, a troca de novas experiências musicais entre os músicos mindelenses e os convidados das outras ilhas e do estrangeiro”.

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