UE apela a fim “imediato” das hostilidades em Israel e Faixa de Gaza

21/11/2012 00:33 - Modificado em 21/11/2012 00:33
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A União Europeia (UE) apelou esta segunda-feira ao fim “imediato” das hostilidades em Israel e na Faixa de Gaza, considerando que um cessar-fogo é “do interesse de todos”.

 

Reunidos em Bruxelas, os ministros dos Negócios Estrangeiros dos países da UE apelaram, numa declaração conjunta, para “um cessar-fogo urgente”, lamentando a perda de vidas humanas e “o sofrimento injustificável causado a civis inocentes”.

Os chefes da diplomacia dos estados-membros da UE comprometeram-se a “apoiar os esforços de mediação do Egipto e outros actores” regionais e saudaram “a missão do secretário-geral das Nações Unidas à região”.

Ban Ki-moon anunciou que se deslocar esta semana à região, “para apelar pessoalmente para o fim da violência e contribuir para os esforços colocados em marcha nesse sentido”.

Considerando que Israel tem o direito de proteger o seu território e a sua população, a UE apelou, porém, a uma actuação “proporcional” e que garanta “sempre a protecção de civis”.

Simultaneamente, condenou os ataques contra Israel a partir dos territórios palestinianos, exigindo ao Hamas, movimento islamita no poder em Gaza, que “cesse as hostilidades”.

Este “momento de instabilidade na região” demonstra “a necessidade urgente de avançar para uma solução de dois estados, que permita às duas partes viver lado a lado, em paz e segurança”, defenderam ainda os chefes da diplomacia europeia.

A ofensiva israelita ‘Pilar Defensivo’, hoje no sexto dia de bombardeamentos, provocou a morte a pelo menos 99 pessoas, 96 palestinianos e três israelitas, e ferimentos em mais de 900.

Desde quarta-feira, o exército israelita realizou mais de 1.350 ataques contra objectivos na Faixa de Gaza e as milícias palestinianas lançaram mais de 900 mísseis contra Israel.

 

 

 

dn.pt

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