Projecto CONCHA volta a Cabo Verde

7/08/2018 02:19 - Modificado em 7/08/2018 02:19
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Arranca a segunda fase do projecto CONCHA, esta terça-feira, 07 de Agosto, com o primeiro mergulho arqueológico subaquático, no ancoradouro da Urânia (Baía do Ilhéu de Santa Maria) e na baía de São Francisco.

 O projecto tem como objectivo desenvolver conhecimentos históricos e patrimoniais no domínio da investigação, salvaguarda e valorização do legado subaquático.

 Conforme o Instituto do Património Cultural, a operação começa a partir das 9 horas e, durante o mês de Agosto, decorre no país a segunda fase do projecto arqueologia subaquática CONCHA. 

A mesma fonte avança ainda que para o efeito do projecto, está no país a equipa CONCHA de Portugal, coordenada por Patrícia Carvalho e José Bettencourt do CHAM.

As actividades iniciam esta terça-feira, 7 de Agosto, com mergulho na Urânia – Ilhéu de Santa Maria.

“Esta missão, além de arqueologia subaquática, integra arqueologia terrestre, trabalho de estudo e inventário do espólio do Museu de Arqueologia, arqueologia terrestre e formações”, explica o IPC.

Além do mergulho no lugar do naufrágio do Urânia em Santa Maria, serão também feitos mergulhos em São Francisco e no fundeadouro da Cidade Velha, e será também ministrada uma formação em arqueologia subaquática.

De relembrar que em Abril deste ano, Cabo Verde recebeu a primeira fase do projecto, cujo objectivo, segundo o IPC em parceria com a Universidade Nova de Lisboa, é elaborar uma carta do património subaquático de Cabo Verde, no âmbito do projecto de arqueologia subaquática CONCHA da Cátedra Unesco.

Além de organizar oficinas académicas e publicações, CONCHA, pretende educar envolvendo o público em pesquisas históricas, oferecendo uma série de conferências e exposições e auxiliando as instituições públicas no desenvolvimento da conservação do património e do turismo.

CONCHA, projecto da cátedra Unesco – O Património Cultural dos Oceanos, explica as diferentes formas pelas quais as cidades portuárias se desenvolveram em torno da borda do Atlântico no final do séc. XV e início do séc. XVI em relação a diferentes ambientes ecológicos e económicos globais.

Cabo Verde, através dos IPC, integra o projecto CONCHA juntamente com a Universidade Pablo de Olavide, Old Dominion University, OMA – Observatório do mar dos Açores, Trinity College Dublin Global, Associação para as Ciências do Mar, Universidade do Norte, Ambiente e Pesca Artesanal, Universidade Federal de Sergipe e Eveha Internacional.

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