Obama elogia “viagem extraordinária” da Birmânia rumo à democracia

21/11/2012 00:26 - Modificado em 21/11/2012 00:27
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A Birmânia embarcou numa “viagem extraordinária” de reformas que ainda está muito longe de terminar, disse Barack Obama, nesta segunda-feira, na primeira visita de um Presidente norte-americano a este país do sudeste asiático.

 

Obama disse, num discurso perante uma plateia apinhada na Universidade de Rangoon, que estava ali para oferecer aos birmaneses uma “mão de amizade”.

 

O desejo de mudança do povo da Birmânia estava finalmente a ser acompanhado por uma agenda de reforma das autoridades e os EUA estão disposto a ajudar nesse esforço de mudança, disse o Presidente.

 

A visita de Obama tem como objectivo mostrar apoio às reformas levadas a cabo pelo governo de Thein Sein depois do fim do regime militar, em Novembro de 2010.

 

“Os lampejos de progresso que todos nós testemunhámos não devem nunca mais ser extintos”, desejou Obama, efusivamente aplaudido por uma assistência equipada com centenas de bandeiras e bandeirinhas dos Estados Unidos.

 

Muitos activistas alertaram para o facto de esta visita histórica ser prematura – muitos activistas políticos continuam presos e os conflitos étnicos nas zonas de fronteira estão por resolver.

 

Esta segunda-feira, e para coincidir com a visita de Obama, foi anunciada uma nova amnistia para 66 pessoas, incluindo duas dezenas de prisioneiros políticos.

 

Antes de discursar na Universidade de Rangoon, Obama encontrou-se com o Presidente Thein Sein, dizendo-lhe que o processo de reformas em “Myanmar” poderá levar a “oportunidades de desenvolvimento incríveis”.

 

O Presidente americano utilizou o nome do país, Myanmar, que sempre foi utilizado pelo regime militar no passado e agora pelo poder civil, mas não é claro que isso represente uma mudança da política americana em relação ao país.

 

Sempre acompanhado pela Secretária de Estado norte-americana Hillary Clinton, Obama encontrou-se depois com a histórica líder da oposição Aung San Suu Kyi. Esta agradeceu-lhe o apoio dos EUA mas alertou para o tempos difíceis que ainda podem estar para vir.

 

 

 

publico.pt

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