“Bitori”  Nha Bibinha  no Luxemburgo

2/08/2018 07:09 - Modificado em 2/08/2018 07:09

De acordo com nota enviada a esta redacção, Bitori Nha Bibinha, um dos grandes tocadores de gaita (acordeão) e um ícone do funaná, exibir-se-á em Agosto no Luxemburgo, no World MeYouZik Festival.

Bitori e Chando estarão na Place Guillaume II na terça-feira, dia 14 de Agosto, com entrada gratuita. Também no mesmo dia, outro artista cabo-verdiano, Nelson Freitas, exibir-se-á logo depois de Bitori.

Hoje, aos 80 anos, Bitori continua a ensinar aos interessados a arte de tocar a gaita “acordeão”. O artista santiaguense foi, em 2017, homenageado com o prémio à carreira na gala dos CVMA, onde disse ter ficado contente por esse reconhecimento público. Também no ano passado, Bitori foi homenageado com o prémio à carreira pelo Presidente de República de Cabo Verde.

A mesma fonte assegura que a “conexão entre Luxemburgo e as pessoas de Cabo Verde está mais forte do que nunca”. Como prova disso, Bitori, agora nos seus 80 anos, e Chando Graciosa, vão-se exibir no World MeYouZik Festival em Agosto.

A 10 de Março de 1935, nascia em São Nicolau, em Tolentino, na altura freguesia do concelho de São Domingos, ilha de Santiago, Victor Tavares, mais conhecido no meio artístico como Bitori Nha Bibinha.

Quando conheceu Chando Graciosa, natural do Tarrafal, com quem fundou o grupo “Peitoral” começou a actuar em bares, restaurantes e festas. Chegaram a actuar em Portugal. Depois de uma ida a esse país europeu, Chando e Zé Mário (outro integrante da banda) não regressaram a Cabo Verde. Bitori regressou, aliás viver na Europa nunca fez parte dos seus sonhos.

Em 1997, um homem quieto e despretensioso de 59 anos chamado Victor Tavares – melhor conhecido como Bitori – entra num estúdio pela primeira vez para gravar uma obra-prima que muitos cabo-verdianos consideram o melhor álbum de Funaná de todos os tempos.

A aventura musical de Bitori começou muito antes deste evento. Foi em 1954, quando ele embarcou numa viagem através dos mares para a ilha de São Tomé e Príncipe. A esperança do jovem era regressar a Cabo Verde com um acordeão.

Depois de dois anos de trabalhos forçados, Bitori conseguiu economizar dinheiro suficiente para adquirir o que viria a ser o seu bem mais valioso, o seu precioso instrumento. A viagem de dois meses de volta a Santiago, sua ilha natal, foi tempo suficiente para aprender a dominá-lo.

Autodidacta, Bitori desenvolveu o seu próprio estilo, um incêndio contagiante que rapidamente chamou a atenção da geração mais velha. Em pouco tempo, Bitori era convidado a partilhar os seus talentos musicais, acendendo às festividades locais em torno da Praia com a sua música.

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