Santo Antão terá centro de recuperação para doentes com problemas de alcoolismo

31/07/2018 00:31 - Modificado em 31/07/2018 00:31
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Santo Antão será contemplado com um centro de recuperação para doentes com problemas de alcoolismo e toxicodependências, infra-estrutura cuja criação se prevê no quadro do Plano de Desenvolvimento Sanitário (PDS) desta ilha, para o período 2017/2021.

O PDS de Santo Antão, segundo a directora da Região Sanitária desta lha, Ângela Gomes, atribui “grande importância” ao alcoolismo nesta região, onde este fenómeno é já considerado um problema de saúde publica, afigurando-se entre os principais males atendidos no hospital regional e nos centros de saúde.

Estima-se que cerca de 10 por cento (%) dos pacientes internados no hospital João Morais têm alcoolismo como diagnóstico.

Segundo dados divulgados por este hospital, dos cerca de sete mil pacientes internados, entre 2013 e 2017, nesta unidade hospitalar, 10% tinham como diagnóstico o alcoolismo.

O uso crónico do álcool no dia-a-dia e um padrão de consumo muito elevado em Santo Antão têm trazido “bastantes problemas” à essa estrutura de saúde, com uma taxa média de internamento relacionado com o alcoolismo que varia entre os 12 e 15%, segundo ainda dos dados, a que a Inforpress teve acesso.

Além da criação do centro de recuperação para doentes com problemas de alcoolismo e toxicodependências, o PDS de Santo Antão prevê, durante o período de vigência, a construção de dois centros de saúde (em Ribeira das Patas e Coculi) e a criação de um posto sanitário do Planalto Norte.

Porem, a Região Sanitária de Santo Antão (RSSA) está a deparar-se “ainda com muitas dificuldades” na implementação do PDS desta ilha, pronto desde os meados de 2017.

A directora da RSSA, Ângela Gomes, acredita, no entanto, que as “acções prioritárias e possíveis” definidas no âmbito desse plano começam a ser implementadas neste segundo semestre de 2018.

O PDS de Santo Antão, que tem “por premissa a melhoria da qualidade dos cuidados de saúde prestados” em Santo Antão, deveria arrancar no segundo semestre de 2017, o que não se verificou, por alegadas dificuldades na mobilização dos financiamentos.

Inforpress

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