PJ investiga agressão a Onésimo Silveira: tentativa de homicídio ainda não foi descartada

20/11/2012 00:47 - Modificado em 20/11/2012 00:47

As investigações preliminares da PJ no caso do ataque contra Onésimo Silveira estão centradas nas impressões digitais recolhidas de uma faca e uma catana que estavam na posse dos assaltantes. Segundo o que apuramos o caso está a ser investigado de forma minuciosa para determinar se se tratou de uma tentativa de homicídio ou roubo que fracassou quando Silveira surpreendeu os gatunos na sua casa.

 

O caso do ataque ao ex presidente da Câmara Municipal de São Vicente, Onésimo Silveira aparenta ser uma situação isolada e sem relação com o acto de vandalismo ocorrido em 2011, onde  a sua viatura foi  incendiada à porta da sua residência.

Os primeiros indícios apontam para uma tentativa de roubo, porque segundo informações colhidas na PN  e na PJ, as zonas de Ribeira de Julião, Mato Inglês, Madeiral e arredores têm registado várias ocorrências de assalto nos últimos meses com destaque para o furto de bens e animais.

De acordo com a PN, a tentativa de homicídio não pode ser colocada de lado, mas para chegar a essa conclusão será necessário recolher indícios que tipificam esse crime. Para a polícia cabe a Polícia Judiciária concluir as investigações e apresentar os resultados que esclareçam o caso.

Mas a autoridade policial assegura que “o modo operandis dos assaltantes leva a crer que entraram na casa para roubar. Porém foram descobertos pelo proprietário e como acontece em casos já investigados acabam por agredir a vítima e posteriormente consumam o assalto”.

Para a Polícia Nacional, o facto de os indivíduos terem deixado as armas utilizadas no ataque no interior da casa de Onésimo Silveira indiciam para a tentativa de um roubo que terá fracassado quando Silveira caiu inanimado no chão.

 

Experiência

Questionado sobre esta presunção da PN, um inspector da Polícia Judiciária diz que “o Onésimo Silveira lutou com os criminosos que estavam com uma catana e um faca e sofreu apenas escoriações superficiais. Pela experiência se o quisessem matar tinham um ambiente propício para faze-lo quando a vítima contrapôs o ataque”.

Questionado do porquê das armas do crime terem ficado no local, o inspector da PJ afirma que o desmaio do ex presidente da CMSV terá gerado pânico entre os criminosos “leva a crer que queriam cometer um assalto e com essa situação terão pensado que cometeram um homicídio. E a solução viável foi abandonar a casa sem as armas para que a sua acção não fosse alvo de suspeitas”.

O inspector conclui dizendo que ainda é cedo para concluir que os sujeitos tentaram assassinar Onésimo Silveira, porque num caso de homicídio muitas vezes o autor deixa indícios, mas nunca a arma do crime que é o elemento fundamental durante uma investigação criminal. Pelo que agora vai cabe a PJ fazer o seu trabalho para deter os criminosos e apresentar factos concretos do caso.

  1. Fidalgo

    Tentativa de homicídio claramente que não foi. Para isso bastava apenas um sopro quanto mais com faca e catana. Se a intenção fosse de matar o homem hoje não estaria vivo. Pelos vistos a debilidade física do Onésimo convidou aos assaltantes a abandonarem as armas e a fazer a luta corpo a corpo, perante a resistência encontrada contra o roubo. Por sua vez a debilidade física do Onésimo levou com que os assaltantes pensassem que já estavam perante um cadáver, levando-os a fugir sem perda de tempo

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