Planalto Leste: Incêndio que consumiu cerca de 30% do perímetro florestal

30/07/2018 07:35 - Modificado em 30/07/2018 07:35
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Numa altura em que se calculam os danos causados pelo incêndio de grandes proporções que deflagrou sexta-feira, 27, no Planalto Leste de Santo Antão e que destruiu uma grande área florestal, as autoridades trabalham com o facto deste incêndio ter sido criminoso.

Depois do incêndio que se registou na localidade de Espongeiro, no Planalto Leste, um novo incêndio ocorrido entre sexta-feira e sábado, deixou perdas avultadas por onde as chamas passaram. Controlado na tarde de sábado, 28, pelos bombeiros, as chamas que consumiram cerca de 30% desta área florestal, equivalente a 200 campos de futebol, deixaram para trás um grande rasto de destruição. As chamas destruíram grandes porções de terrenos agrícolas, com perdas avultadas de pinheiros e arbustos, para além de grande parte das estruturas construídas no âmbito do projecto de abastecimento ao Planalto Leste que já se encontravam prontas e cuja inauguração deveria acontecer nos próximos tempos. Muitos danos que complicaram a vida de muitos lavradores e criadores de gado das localidades de Escovadinha, Curral da Russa e Morro de Vento, que viram as chamas destruírem por completo as suas plantações e o pasto para os seus animais.

Numa altura em que se vai proceder ao levantamento dos danos provocados por este incêndio, as autoridades policiais não descartam a possibilidade de que este incêndio tenha sido posto. Como conseguiu apurar este Online, alguns proprietários estão descontentes pela forma como o Estado tem procedido com a retirada quase à “força” dos seus terrenos para a plantação de árvores. Também os guardas-florestais estão descontentes pelo baixo salário que recebem. Situações que deixam as autoridades em alerta para investigações mais detalhadas, para apurar as causas deste grande incêndio que já entrou na história, tornando-se no maior já registado no Planalto Leste.

O facto de que não tenha sido feita a devida limpeza dessa reserva florestal, o que ajudou a rápida expansão das chamas, é uma preocupação latente, pois o fogo durou cerca de 30 horas e só foi extinto graças ao apoio dos bombeiros e militares que viajaram de São Vicente para ajudarem no combate às chamas.

De realçar que em menos de dois meses, a floresta do Planalto Leste, regista o terceiro incêndio. O último, como referido, aconteceu na localidade de Espongeiro e destruiu grande parte daquela área florestal.

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