Brava: Lixeira de Favatal constitui um atentado à saúde pública da ilha

27/07/2018 07:38 - Modificado em 27/07/2018 07:38
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O delegado de Saúde da ilha Brava, Carlos Reis, afirmou que a lixeira da ilha constitui um atentado à saúde pública devido a infestação de pulgas e lotação da mesma.

Em declarações à Inforpress, Carlos Reis mostrou-se preocupado com a situação da lixeira localizada entre a Nova Sintra e a poucos quilómetros de Furna, na mesma zona onde fica também a central eléctrica.

“Há pouco tempo atrás, tivemos a informação de que a central eléctrica estava infestada de pulgas, fizemos a pulverização, mas sabemos que só isso não é suficiente para controlar a situação”, disse aflito este responsável.

Não obstante as pulgas, outra inquietação relacionada com esta lixeira, segundo o delegado, tem a ver com a sua lotação, acumulação de muitas bolsas de plástico, a aproximação da época das chuvas e a criação dos mosquitos.

“Esta lixeira já não tem espaço para receber mais lixo, é preciso procurarmos soluções urgentes, uma outra alternativa. A época das chuvas já está aproximando, não há uma selecção dos lixos para separação, uma grande quantidade de latas e plásticos que após a queda das chuvas com certeza vai agravar ainda mais a situação actual”, afirmou.

O responsável adiantou à Inforpress que já entrou com um pedido juntamente do Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP), para tomar às devidas precauções, visto que o arquipélago está a “lutar para a erradicação do paludismo e eliminação dos focos de mosquitos”.

Nesta ordem de ideia, o médico desafia a autarquia local a se reunir com outras entidades, associações, de forma a pensar numa solução urgente ainda para 2018, “além das campanhas de limpezas e propor uma outra lixeira”.

A vereadora responsável para a área de Saneamento na ilha, Domingas Coelho, ao ser confrontada com as declarações do delegado de Saúde, disse ter consciência da gravidade da situação, adiantando também que este é um problema que vem arrastando há já vários anos.

“Estamos à procura de soluções. Devo adiantar, entretanto, que está no plano a construção de um aterro sanitário, que só será construído em 2020, pois, estiveram especialistas na ilha, que não detectaram nenhum espaço que permitisse fazer a mudança da lixeira neste exacto momento”, disse.

“A única solução viável nesta altura é vedar o local, arranjar um espaço para queimarmos parte do lixo, de forma a tentar amenizar a situação e aguardar a decisão dos especialistas para a construção do aterro”, informou Domingas Coelho.

Diante da hipotética da data apontada pela autarquia para a construção do aterro sanitário, o delegado de saúde reagiu com uma certa surpresa e inquietação.

“2020 é um prazo muito longínquo, uma vez que o país tem como meta até esta data a erradicação do paludismo. Aguardar até 2020 para a construção de um aterro é dar espaço para termos mais focos de mosquitos, originando assim possíveis casos de paludismos”, salientou.

Esta questão está suscitando várias inquietações no seio da população local, que , inclusive, já está a organizar uma campanha de limpeza na lixeira e em diversos pontos da ilha.

As entidades superiores pretendem-se reunir o mais breve possível para em conjunto discutirem e apresentarem uma solução.

Inforpress

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