Estado da Nação: PAICV aquece o debate com declaração sobre os transportes aéreos

25/07/2018 06:52 - Modificado em 25/07/2018 07:23
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Em aquecimento para o debate sobre o estado da Nação, o PAICV apresenta uma declaração política durante a sessão parlamentar. A declaração apresentada pelo deputado João do Carmo do PAICV, considera que “o MpD se esqueceu que a política dos transportes aéreos, felizmente, é muito mais do que a TACV”. E traça o caminho que o anterior governo tinha percorrido em relação aos transportes aéreos.

Questionando as opções do Governo sobre as decisões relativas ao sector, Carmo diz que o momento actual caracteriza-se por “ligações domésticas insuficientes por falta de capacidade, feitas por uma companhia aérea privada com quem o Estado não contratualizou nenhuma obrigação de serviço público, nem mesmo o serviço de evacuação de doentes, com as graves e tristes consequências para a saúde e até para a vida de cidadãos cabo-verdianos”.

Para o PAICV, a “negligência e leviandade” do Governo de Ulisses Correia e Silva, tem provocado falta de ligações para as ilhas por parte da companhia nacional que deixou mais de 7.500 passageiros em terra, no país e no exterior, com uma perda de receitas estimada em mais de 600 mil contos apenas em bilhetes já vendidos e mais de um milhão de contos de receitas perdidas por inexistência de voos, sem contar com os custos do alojamento em hotéis, refeições e pagamento de indemnizações aos passageiros, numa gestão imprudente e lesiva do interesse público.

Para o PAICV, “o Governo precisa de mudar as suas políticas erradas. Este Parlamento deve ser capaz de obrigar o Governo da República a prestar informações fidedignas sobre os contratos que firmou com a Binter e com a Icelandair e os resultados produzidos. O Orçamento de 2019 deve trazer soluções que demonstrem claramente a correcção do rumo no que diz respeito às políticas de transportes aéreos para estas ilhas”.

Neste último ponto, o PAICV teve o apoio da UCID que pede, também ao Governo, que leve os números relativamente aos custos que envolveram as operações que a TACV irá pagar por ter deixado em terra mais de sete mil passageiros e pela saída dos voos domésticos entre as ilhas para que os cabo-verdianos possam saber a realidade da situação.

Isto quando o MpD apela à serenidade e elevação do debate. O líder da Bancada do MpD garante que o Governo “está a trabalhar dia e noite para dar aos cabo-verdianos a felicidade prometida”.

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