População  satisfeita com a suspensão de greve da Polícia Nacional

24/07/2018 07:41 - Modificado em 24/07/2018 07:41
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Em entrevista a este online sobre a decisão do Sindicato Nacional da Polícia (Sinapol) de suspender o pré-aviso da greve anunciada para 26, 27, 28, 29, 30 e 31 de Julho, “em prol da causa e segurança interna do país”, alguns contactados por este online mostraram a própria satisfação com esta medida.

A possibilidade de mais uma greve da Polícia tinha causado na população uma certa apreensão. Afinal, são homens e mulheres responsáveis pela preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do património.

“A segurança pública é um dever do Estado e de todos, sendo exercida para a preservação da ordem pública e incolumidade das pessoas e do património e a polícia, como autoridade, deve ser respeitada e o entendimento entre as partes é importante para o equilíbrio da segurança nacional”, diz um cidadão para quem o Governo deve cumprir este rol de reivindicações acordadas.

Outro cidadão ainda mais empenhado diz que esta legislatura do MpD ficará marcada como sendo o ano em que o país “quase viveu a pior crise na área da segurança pública, com a greve da PN durante três dias, entre 27 a 29 de Dezembro”, tendo sido a primeira vez na nossa história que a polícia fez greve.

“É necessário que os governantes reconheçam que o salário pago aos agentes da polícia não é suficiente e que esta situação deve ser vista com atenção. Ora, a segurança pública é da maior importância. A população não terá segurança se não forem condignamente remunerados os responsáveis directos pela segurança: os polícias”, disse a este online um agente da Polícia da Ordem Pública desta cidade.

Entretanto, com esta situação resolvida, pelo menos por enquanto, os munícipes de São Vicente agradecem o sistema de policiamento de proximidade com os agentes em dupla pelas ruas e avenidas parados em locais estratégicos.

Mas o que mais incomoda e causa problemas, são os assaltos e furtos pelo que “nós estamos com foco nesses eventos para impactar, seja no aumento da presença da polícia, seja no número de operações voltadas a coibir crimes contra o património”.

De acordo com o SINAPOL, esta decisão foi tomada como forma de sentido de prolongar ainda mais a tensão política e um cenário provavelmente imprevisível, assim como pelo “respeito escrupuloso” aos apelos da sociedade civil e de altas entidades religiosas.

“Com essa decisão sobejamente ponderada, apelamos ao profissionalismo e à imparcialidade do poder judicial sobre o recurso do contencioso em curso, evitando não só essa tentativa de decapitação do SINAPOL por parte do Ministério da Administração Interna, como também fazer jus à liberdade sindical em Cabo Verde”, lê-se no comunicado.

De entre o rol das reivindicações constavam a implementação da carga horária de 41 horas, o pagamento de horas extras e a actualização do salário para nunca inferior a 65.945 escudos.

A centralidade e o controlo das escalas de serviço a nível nacional, a aplicação do verdadeiro regulamento de trabalho, a aplicação extensiva a todos do direito a subsídios, a reintrodução dos emolumentos da Polícia Marítima, a implementação do novo regulamento de gestão e a transparência do serviço social eram outros pontos constantes do caderno reivindicativo.

No que se refere à questão das punições aplicadas aos agentes, aos coordenadores, aos delegados e ao Presidente do Sinapol na sequência da primeira greve realizada de 27 a 29 de Dezembro de 2017, o assunto deverá ser dirimido pelos tribunais.

O Presidente do Sinapol, José Barbosa, foi punido com reforma compulsiva e, relativamente a outros elementos, nomeadamente aos delegados e coordenadores sindicais, o castigo aplicado vai até 125 dias de suspensão, com efeitos suspensivos.

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