Direcção da PN:  A Policia não está a cima da lei

19/07/2018 23:09 - Modificado em 19/07/2018 23:09
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A punição dos agentes da Polícia Nacional que participaram na greve tem estado na ordem do dia, isto quando os sindicatos criticam o Governo pelos processos, vistos como uma forma de condicionar os sindicatos. A Polícia Nacional dá a sua versão relativamente à punição dos organizadores e promotores da greve de Dezembro de 2017.

No sentido de “repor a verdade”, a PN esclarece as razões que motivaram os processos disciplinares. A primeira razão que aponta é que os organizadores instigaram o desrespeito à requisição civil e à desobediência pública. A segunda, porque promoveram uma manifestação pública ilegal, “não cumprindo o dever de comunicação prévia de tais actos, colocando no caos as Câmaras Municipais e a PN, como exige a lei de reunião e manifestação”.

No mesmo sentido de ilegalidade, o gabinete de comunicação da PN diz que ainda são acusados de terem ocupado a via pública de forma ilegal, criando perturbações e impedindo ou dificultando a circulação durante a greve e ainda que violaram o artigo que proíbe o porte de armas durante a manifestação. Isto quando também o comunicado fala de insultos dirigido a colegas, assim como a outras instituições. Além disso, o Presidente da SINAPOL, o polícia mais graduado entre os manifestantes, “sabia que tal conduta é contrária à lei e aos regulamentos internos da PN, sabia das consequências que estas condutas poderiam resultar e que os agentes da polícia devem dar o exemplo. Os polícias não estão acima da lei”.

 

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