UCID exigi que  o Governo ponha em prática o que prometeu

19/07/2018 07:27 - Modificado em 19/07/2018 07:27
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Os deputados da UCID preparam-se para o debate sobre o estado da Nação e iniciaram uma visita ao círculo eleitoral de São Vicente. Como sintetiza o Presidente da UCID, António Monteiro, o grupo vai levar para o debate a realidade de São Vicente e de Cabo Verde. Realidade que Monteiro considera que, “infelizmente, está muito longe do que gostariam que estivesse”.

“Já vamos em dois anos e meio de mandato e durante a campanha foram feitas promessas que considerámos gigantes, mas que tardam em chegar. O que iremos exigir do Governo é que ponha em prática o que prometeu. Vamos levar um retrato fiel de São Vicente e buscar soluções para as pessoas, demonstrando a realidade e esperando que o Governo apresente soluções”.

Acerca do retrato que o partido vai apresentar, avança que será um retrato complicado, pois estarão em análise questões como o desemprego, o crescimento económico, a descrença da população, a qualidade de vida, a saúde, os transportes. Situações que para Monteiro merecem uma atenção do Governo, da população e das instituições para juntos melhorarem Cabo Verde.

Visitas

No primeiro dia, a UCID privilegiou a Câmara de Comércio, o Comando da Polícia, as associações dos armadores de pesca e dos armadores de Cabo Verde. Em relação à visita à Câmara de Comércio e à Polícia Nacional, as informações “agradaram” o líder da UCID.

“Relativamente à Câmara de Comércio procurámos saber o sentimento do empresariado e, das informações obtidas, há uma expectativa enorme em relação às promessas feitas pelo Governo pelo que esperamos que estas expectativas se transformem em realidade para que o empresariado possa ter condições para desenvolver as suas actividades”, adianta Monteiro.

A questão que se coloca é a da disponibilidade do montante da linha de crédito aberta pelos bancos comerciais cabo-verdianos para o financiamento das empresas com garantia do Estado. Avança que há muito trabalho para fazer e que é preciso criar mais facilidades para que os empresários possam ter acesso rapidamente a este valor. Para Monteiro, tem havido mais anúncios do que disponibilidade dos montantes.

Política dos transportes

Tema que Monteiro diz não poderia ficar de fora. Segundo o Presidente, o partido tem defendido que “a política dos transportes aéreos foi e está a ser mal conduzida”, com problemas graves, sem contar com a problemática dos transportes marítimos que ainda está por resolver. Neste ponto, diz que o Governo deveria dar mais disponibilidade aos armadores cabo-verdianos para modernizarem e adequarem as suas frotas.

Um grande constrangimento para o desenvolvimento de São Vicente, como analisa a situação da ilha, sem voos para o escoamento de produtos para o exterior e a problemática dos barcos que não conseguem escoar os produtos para as outras ilhas com a frequência necessária.

Polícia Nacional

A visita à Polícia serviu para se inteirar da leitura da PN sobre o clima de segurança. Fica, segundo as estatísticas, uma diminuição dos crimes em geral, e um aumento dos crimes contra a propriedade. “Há um empenho grande da PN que anima a população, pesem embora algumas dificuldades como a falta de recursos humanos para a Polícia Fiscal e Marítima e a própria Polícia Pública”. O aumento em mais dez agentes, segundo Monteiro, é um número insuficiente e vamos pedir ao Governo para dar uma atenção maior a São Vicente. Mais recursos são pedidos pela UCID para que quem vive e visite a ilha se possa sentir tranquilo.

 Greve na Polícia

Para a UCID, a possibilidade da Polícia Nacional entrar em greve “é constrangedora”. Uma greve de cinco dias, para António Monteiro, seria catastrófica para a Nação Cabo-verdiana. “O Governo tem de demonstrar abertura compativelmente com aquilo que são as capacidades financeiras do país”.

O pedido do partido vai no sentido que o Governo possa demonstrar abertura para se discutirem as reivindicações da PN. Sentar-se à mesa com os sindicatos para encontrar os entendimentos necessários para que a greve seja evitada. O que o partido diz não aceitar é a pressão que os elementos do sindicato denunciam, pois num estado de direito democrático onde a greve é prevista na Constituição, isso não deve acontecer.

“Entendemos que isto de querer calar a boca às pessoa que estão a comandar o sindicato com ameaças de reforma compulsiva, não é o melhor caminho. O Governo tem de pensar melhor e pensar noutros caminhos, e dentro do diálogo”.

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