Marcelo confia que “espirito Sal” será inspirador para a comunidade lusófona

16/07/2018 23:56 - Modificado em 16/07/2018 23:56
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O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, mostrou-se hoje, à chegada a Santa Maria, em Cabo Verde, convicto de que o “espírito Sal” vai ser “inspirador” para a comunidade lusófona e disse esperar avanços em matéria de mobilidade.

Marcelo Rebelo de Sousa, que chegou ao hotel onde se realiza a cimeira de chefes de Estado e de Governo da CPLP cerca das 20:40 horas locais (mais duas horas em Lisboa), sublinhou a continua afirmação da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) nos últimos anos.

Como exemplos, apontou a eleição de António Guterres para secretário-geral das Nações Unidas e de António Vitorino para diretor-geral da Organização Internacional das Migrações (OIM).

“Há uma situação internacional favorável ao papel da comunidade”, disse Marcelo Rebelo de Sousa, sublinhando a importância dos temas da cimeira da CPLP, que começa na terça-feira, e da presidência da organização, que Cabo Verde assume na ilha do Sal: Cultura, Pessoas e Oceanos.

“São temas tão importantes e, presente como está em todos os continentes, a comunidade tem um espaço de manobra único nos próximos anos. O espírito Sal vai ser muito inspirador para a CPLP”, disse.

Assinalou ainda que a ideia de mobilidade e livre circulação, de que Portugal e Cabo Verde foram pioneiros, tem registado uma “adesão progressiva”.

“Espero que se deem mais passos em termos de mobilidade na CPLP”, sustentou.

Questionado sobre a avaliação que faz do nível de implementação do roteiro de adesão à comunidade da Guiné Equatorial, o chefe de Estado português escusou-se a comentar por uma questão de “elegância” e “boa educação”.

“Poderá vir a ser ou não tratado nas várias reuniões e aí cada um fará a sua avaliação, que é conjunta e que não respeita apenas a um estado. Todos os estados da CPLP tiveram processos importantes nos últimos dois anos e a consideração em clima de família e a ponderação desses processos é meio caminho andado para o reforço dos laços familiares”, disse.

Depois das declarações à imprensa, Marcelo Rebelo de Sousa, que disse não visitar a ilha do Sal há 15 anos, foi solicitado para as tradicionais “Marselfies” com turistas – incluindo uma família portuguesa de férias -, funcionários do hotel e alguns membros da organização da cimeira.

O Presidente português, que à noite participa num concerto com vários artistas cabo-verdianos, quis ainda saber se o estado do tempo na ilha lhe permitiria o habitual mergulho matinal no mar.

Lusa

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