Jet Caribe removido do cais internacional será colocado em hasta pública

16/07/2018 01:27 - Modificado em 16/07/2018 01:27
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O catamarã Jet Caribe, propriedade da empresa Moura Company e que se encontrava adornado desde a madrugada de sábado, 14 de Abril, num dos molhes do cais acostável principal do Porto Grande, já está em posição normal de navegação e está à espera de ser retirado do local.

O navio será, de acordo com a equipa que está a trabalhar no seu reboque, removido para a zona Sul da baía do Porto Grande.

Apesar de ser um navio com casco em alumínio, logo, de ser um navio “leve” e o mesmo ter estado adornado num sítio que “favorece a operação”, o trabalho poderia ter ficado concluído ainda no decorrer da semana após o acidente, mas só este mês é que foi possível concluir a retirada do navio do local.

Na sexta-feira, segundo informações apuradas por este online, houve uma tentativa de mover o barco para fora do cais, mas foi cancelada devido a rajadas de vento e à altura da ondulação junto do cais da Onave.

O catamarã sofreu o acidente na sequência de problemas no flutuador de estibordo, o que facilitou a entrada de água que, por sua vez, colocou em causa o equilíbrio da embarcação. Devido ao tempo em que esteve ancorado no cais internacional da ENAPOR, 10 anos, resultado de um abandono na sequência de um processo judicial envolvendo as duas unidades da empresa Moura Company que acabaram por ser perdidas a favor do Estado, serão colocadas (Jet Caribe e Auto Jet) em hasta pública para serem adquiridas por algum interessado”, explicou António Duarte, Capitão dos Portos de Barlavento, ao Mindel Inside.

O tempo inoperativo a que o barco esteve sujeito fragilizou a sua estrutura externa. O costado, segundo Levino Tavares, apresenta rasgos da proa à popa. Resolvido o principal desafio que era o de trazer o navio à superfície, o mesmo será rebocado provavelmente ainda hoje para o estaleiro naval da Onave, onde será alado e vendido em hasta pública

O ano passado, o navio de carga Soby adornou num dos cais acostáveis do Porto Grande e para o retirar do local foi preciso recorrer a uma empresa espanhola. O navio ficou dois meses parcialmente enterrado na areia o que dificultava o trabalho da equipa de resgate.

O catamarã Jet Caribe, propriedade da empresa Moura Company, encontrava-se atracado no cais do Porto Grande “há mais de dez anos” por ordem judicial.

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