Transportes aéreos entre o caos e as soluções

13/07/2018 04:36 - Modificado em 13/07/2018 04:36
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Os transportes aéreos em Cabo Verde têm estado no centro do debate nos últimos dias. A ilha de São Vicente, em particular, tem sido trazida ao debate devido à indisponibilidade de lugares nos voos Sal – São Vicente. Ao comentar a situação, os deputados do MpD do círculo de São Vicente defendem que é “uma situação transitória indesejada e que tem provocado um grande problema. Um problema de comunicação de viagem muito grande”.

Para Rui Figueiredo, o MpD analisa a situação com muita preocupação pois considera-a lamentável e que poderia ser corrida e prevenida, mas não foi. “Um conjunto de imprevistos com um dos aviões e por não permitirem que os aviões fossem entregues em regime de aluguer”.

A questão tem afectado a ilha de São Vicente em particular, numa época cheia de eventos, pondo em risco a chegada de pessoas via Sal, segundo o PAICV que garante que vão voltar a contactar o ministro para levar as preocupações dos agentes da ilha.

Em relação a São Vicente e ao transporte de cargas, diz que continuam a batalhar e a insistir para uma solução. Querem levar as preocupações ao ministro e ver como é que a Binter deverá ajudar nas suas rotas para que as pessoas que vão para Portugal tenham um lugar onde pernoitar.

“A situação da TACV era complicadíssima e a solução era liquidar. O Governo conseguiu uma solução que é elogiada pelo GAO. Há problemas tanto internacionais como nacionais e está-se a trabalhar para se resolver grande parte dos problemas”, considera Figueiredo.  O mesmo sublinha o facto que a TACV irá passar por um processo de privatização e, neste caso, irá ditar as regras de gestão.

Considera ainda que “as pessoas de São Vicente têm direito de viajar por um preço justo dentro do país e o Governo está a analisar”.

PAICV e os transportes aéreos

Já para o PAICV, a situação dos transportes aéreos encontra-se num caos. O partido cita o Governo afirmando que o mesmo dizia que tinha a solução para todos os males da TACV com o negócio com a Icelandair. Avança ainda que o Governo chegou a perspectivar onze aviões até ao fim de 2018. Todavia, o partido questiona o desconhecimento por parte do público e dos próprios partidos desse contrato.

“Um ano se passou, o país pagou 900 mil contos para essa dita ‘gestão’ e o caos se instalou! Hoje há voos cancelados, existem mais de 7 mil passageiros desesperados e os funcionários estão absolutamente desanimados. Esse Contrato de Gestão confidencial com a Icelandair traduziu-se num grande NADA, suportado pelo bolso de todos os cabo-verdianos!”, como considerou a bancada do PAICV na sua página nas redes sociais.

O partido pede ainda uma responsabilidade política e moral por parte do Primeiro-ministro. E questiona ainda porque é que o Governo pagou 900 mil contos a uma empresa para fazer “absolutamente nada, para além desse caos que se encontra instalado no sistema de transportes”.

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