Associação Portuguesa “Ser + Dar + Terapeutas Sem Fronteiras”  defende intervenção de proximidade

11/07/2018 02:13 - Modificado em 11/07/2018 02:13

Pelo sexto ano consecutivo em Cabo Verde, uma equipa da Associação Portuguesa “Ser + Dar + Terapeutas Sem Fronteiras”, que neste momento se encontra em missão na ilha de Santo Antão, esteve anteriormente em São Vicente de 28 de Junho a 06 de Julho e, durante esses dias, visitou várias comunidades locais em parceria com outras organizações sem fins lucrativos.

Do mesmo modo, o objectivo da missão em Santo Antão passa pela intervenção a nível da saúde, educação e promoção da cidadania bem como estabelecimento de novos contactos e parceiros e também a pretensão de fazer crescer a intervenção de “Ser + Dar + Terapeutas Sem Fronteiras” na ilha.

Em entrevista com a coordenadora dos projectos das Ilhas de São Vicente e Santo Antão, Rafaela da Silva Pereira, a mesma explica que a intervenção da “Ser+Dar+ Terapeutas sem Fronteiras” dirige-se a três grandes áreas, sendo elas, a saúde, a educação e a intervenção/promoção social e cidadania.

Nomeadamente no âmbito da saúde e para a preparação da missão, conforme nos disse, a associação procurou estabelecer contactos com associações e entidades que sintam necessidade de intervenção e formação nesta área específica. “Como profissionais, a nossa intervenção passa pela capacitação e troca de experiências com as comunidades e associações, pelo aconselhamento, despiste e sinalização de situações graves e posterior articulação. É nossa pretensão no futuro, estabelecer contacto mais efectivo e próximo, nomeadamente com a Delegacia de Saúde de São Vicente, afirma Rafaela Pereira que também é a segunda secretária da Assembleia-Geral da “Ser+ Dar+ Terapeutas sem Fronteiras”.

Durante estes dias, a equipa esteve em várias comunidades locais, tendo o foco das intervenções sido dirigido sobretudo às comunidades, crianças e adultos, idosos e profissionais.

Portanto, questionada sobre qual o contributo de mais esta missão na ilha do Monte Cara tanto a nível da saúde como social, Pereira avança que sentiram a importância dos seus trabalhos e que teve bom impacte pela abordagem directa às pessoas, numa lógica de trabalho e de intervenção de proximidade.

“Procuramos estar em contacto directo com as pessoas nas nossas acções. Esta proximidade tem permitido mais impacte e fica mais visível até nos contactos que estabelecemos e no número de pessoas abrangidas”, realça esta coordenadora

Após um ano da assinatura de um protocolo de cooperação entre a “Ser+Dar+Terapeutas sem fronteira” e a Associação Ponta d’ Pom que visa criar um movimento de solidariedade social a nível comunitário que vise aumentar a intervenção junto da população no âmbito da missão das duas associações, Pereira declara que esta parceria tem tido o balanço positivo.

“A celebração do nosso protocolo no passado dia 5 de Julho, faz um ano. Dado que tem várias vertentes de actuação e um conhecimento vasto das necessidades da ilha e comunidades, Ponta de Pom tem sido um facilitador na articulação com entidades locais e a nível de apoio ao grupo de missão, em termos logísticos”, explica esta responsável que reafirma o interesse da associação portuguesa em estabelecer protocolos futuros com outras entidades, como Câmara Municipal, Delegacia da Educação, Delegacia da Saúde e Aldeias SOS para que possam operacionalizar e definir conjuntamente os objectivos futuros a fim de atingirem o maior número possível de pessoas de forma eficaz e eficiente.

Tendo em conta o tempo de missão e o número de intervenções realizadas, a “Ser + dar +” afirma que, a nível da saúde e pela avaliação e percepção feita das situações deparadas nas comunidades,” consideramos que a nível da saúde, nomeadamente da saúde comunitária, existe ainda um caminho a percorrer, em particular nas comunidades mais desfavorecidas, como a melhoria de condições sanitárias, o tratamento do lixo, a higiene, entre outros.

Considera também importante a sensibilização da população para serem pró-activos na procura de cuidados de saúde e valorizarem esta componente.

Entretanto, Rafaela Pereira garante que a associação portuguesa está disponível e futuramente irá procurar dar reposta eficaz a necessidades levantadas sobretudo nesta área de formação terapêutica.

Criada em 2016 a “Ser+ Dar+ Terapeutas Sem Fronteiras” veio dar continuidade a um projecto em funcionamento desde 2013 no arquipélago de Cabo Verde. De um modo geral, tem como fim o voluntariado de intercâmbio, implementando no terreno diferentes acções:

– Desenvolvimento de projectos de valorização, educação e saúde com entidades parceiras locais, visando a optimização e autonomização dos seus recursos;

– Realização de actividades terapêuticas, educativas, lúdicas e preventivas com crianças e idosos carenciados;

– Formação a profissionais das entidades parceiras locais e à comunidade em geral;

– Visitas e/ou consultas domiciliárias de várias áreas profissionais à comunidade a pessoas com deficiência e formação aos familiares;

– Doação de bens às entidades parceiras essenciais para a intervenção;

– Organização de actividades e eventos de angariação de fundos e de intercâmbio cultural a nível nacional e internacional.

Toda a actividade só se torna possível com a intervenção dos grupos de voluntários que são enviados em missão, pessoas anónimas dispostas a contribuir, de forma gratuita em prol da continuidade da associação.

Este ano de 2018, a intervenção da “Ser + dar +” vai estender-se a 5 ilhas do arquipélago. Temos 3 grupos de missão de 10 pessoas – Ilhas de São Vicente/Santo Antão e Sal (Junho e Julho), Santiago (Setembro) e Boavista (Dezembro).

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