Taxista acusado de ser co-autor de quatro crimes de roubo jura inocência

11/07/2018 02:07 - Modificado em 11/07/2018 02:07
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Quatro crimes de roubo a moradias e um crime de receptação em parceria com mais dois indivíduos da zona de Chã de Alecrim, entre 2016 e 2017.

O indivíduo que responde pelo nome de Cláudio e que foi apresentado esta terça-feira, durante a audiência de julgamento, no Segundo Juízo do Tribunal da Comarca de São Vicente, nega todas as acusações contra ele, alegando, principalmente não entender o porquê das acusações de roubo a moradias.

Ele, em Janeiro deste ano foi libertado da Cadeia Central de São Vicente.

Em relação ao crime de receptação, disse também que lhe foram vender uma televisão e uma cama com colchão que, segundo a acusação, são provenientes de um roubo de uma residência em Chã de Alecrim, onde os ladrões levaram todo o “recheio” da casa durante dias, mas que não chegou a comprar nada.

Os crimes aconteceram entre 2016 e 2017, sendo que a primeira acusação recai sobre o caso acontecido em Março do ano passado em que, de acordo com o processo, ele e mais dois indivíduos arrombaram, utilizando um “pé de cabra”, uma janela que continha grades de segurança para terem acesso ao local e, uma vez dentro, levaram diversas coisas, entres eles um jogo de panelas, toalhas, lençóis de cama, edredões, vestuários, calçados, torradeira, máquina de café e outros objectos electrónicos, com um prejuízo avaliado em mais de quinhentos mil escudos (500.000$00).

Nessa acção, teria sido usado o táxi para transportar os produtos roubados, no entanto, o mesmo nega veementemente a autoria dos factos, afirmando que na altura trabalhava numa viatura diferente da que alegam ter sido usada durante o roubo e vista por uma testemunha que descreveu pormenorizadamente, três jovens incluindo o taxista a carregarem diversos objectos da parte de trás da casa para o interior do táxi, tendo depois, admitido para si o roubo.

Diz ainda que a actividade de “limpeza” da casa durou três dias.

No entanto, a defesa de Cláudio requereu ao Tribunal um exame para verificar a aptidão mental da testemunha, considerando que existem incongruências no seu discurso, com “afastamento da realidade” e com um “certo mirabolismo”.

Por seu lado, o representante do Ministério Público afirma que os factos foram relatados de forma coerente e firme e que a testemunha relatou factos que podem incriminar o arguido Cláudio, pelo que pediu deferimento do requerimento do advogado do taxista.

Em relação aos outros crimes, outro aconteceu em Julho de 2017. Tratou-se do roubo no restaurante Archote, no alto de São Nicolau, onde foram roubados géneros alimentícios e bebidas alcoólicas depois de arrebentarem a grade de uma janela. Em relação a este, um dos alegados comparsas nega a participação do Cláudio, referindo que só foi chamado para fazer um frete, por isso, é que as testemunhas o viram na sua companhia.

Nos outros dois, um no platô e outro em Ribeira Funda, foi usado o mesmo MO e também os mesmos autores. Mais uma vez, o taxista nega a autoria dos crimes.

Tudo isso, num dia em que estiveram presentes treze pessoas no tribunal a responderem, seis pelos crimes de roubo a moradias e sete por receptação.

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