Binter sem lugares nos voos Sal – Vicente: “Não há memória de uma situação desta vivida em São Vicente”

10/07/2018 12:33 - Modificado em 10/07/2018 12:33
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Para o PAICV em São Vicente a falta a notícia da indisponibilidade lugar nos voos do trajecto Sal – São Vicente, até o dia 13 de Agosto, “é um situação dramática”, como constata o coordenador do PAICV em São Vicente, Alcides Graça. “Não há memória de uma situação desta vivida em São Vicente, e vai em contra mão daquilo que o governo prometeu para as ilhas, ligações aéreas e marítimas de forma a potenciar as capacidades económicas de cada uma”.

Situação que para o partido vem juntar a outras decisões do governo como o cancelamento de voos internacionais para São Vicente, entregando o monopólio a TAP, e ainda o encerramento dos escritórios da TACV em São Vicente, levando pessoas ao desemprego.

E como considera Alcides Graça a indisponibilidade de voos nesta época previsível para esta época do ano, com todas as consequências que representa para a dinâmica da economia da ilha. E considera que deixar a situação acontecer e depois ir atrás da solução não é a melhor via.

E antevê como consequência desta situação avança apara o estrangulamento das agencias de viagens, e há curto prazo “o fracasso dos eventos realizados em São Vicente, como Kava Fresk e Festival da Baia das Gatas”. Consequências que considera que podem ser nefastos para a economia de São Vicente,

“Queremos uma solução que não seja pontual mas duradoura. E que a situação e que não volta a acontecer”.

“A Binter deve assumir as suas responsabilidades já que não consegue responder ao crescimento previsível da demanda na época alta”, como considera. E acrescenta que não precisa ser especialista para analisar que apenas um voo por dia principalmente na época alta “é manifestamente insuficiente”.

E atribui as responsabilidades ao governo de Ulisses Correia e Silva. “É responsável porque a Binter é uma aposta, embora arriscada, mas consciente deste governo. Uma aposta que falhou e tem falhando no domínio das evacuações, no transporte de cargas e mercadorias, e a agora no domínio de passageiros, que deveria ser a vocação natural e onde nunca deveria falhar”.

E é uma situação que para o Alcides Graça não pode ser tolerado. Sobre as soluções avança que sabe que existe manobras para resolver o problema, mas diz que São Vicente não pode aceitar este tipo de situação.

E com esta situação questiona onde está o poder local que foi eleito para defender os interesses da ilha. “Temos que ser coerentes com aquilo que prometemos com os interesses da ilha. São Vicente neste momento está numa situação complicada e a voz autoritária do município deveria ser ouvido neste momento. Um silêncio absoluto do poder local em relação a esta questão”, como finaliza Alcides Graça.

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