Manifestações  vão continuar  apesar da fraca adesão

9/07/2018 07:32 - Modificado em 9/07/2018 16:31

No dia cinco de Julho, organizaram-se em várias cidades de Cabo Verde manifestações para chamar a atenção do Governo sobre situações que os cidadãos acreditam que devem ser melhoradas. Uma oportunidade para expressar as próprias ideias num dia simbólico para o país. A realização de manifestações tem sido contínua. Em 2018, a forma de protesto aumentou, tendo sido já registadas várias manifestações. Os movimentos cívicos  têm estado na base da criação de uma plataforma para que as pessoas se possam juntar e protestar sobre situações que consideram que devem ser melhoradas.

De ilha para ilha, alguns pedidos podem ser até diferentes mas, na sua essência, acabam por se assimilar nas questões de desenvolvimento, segurança e bem-estar. As últimas manifestações estiveram no centro das atenções não só devido aos pontos reivindicados, mas também às acusações que os partidos políticos pudessem estar atrás das manifestações.

Até agora tem sido um dos meios de eleição para confrontar o Governo sobre as decisões e medidas que as pessoas têm estado em desacordo. As datas escolhidas têm sido datas simbólicas para o país, como foi no último fim-de-semana.

A realização contínua de manifestações leva a deduzir que ainda não existe uma total satisfação em relação às reivindicações, mas não é motivo para parar, antes pelo contrário. “As manifestações são para chamar a atenção dos governantes sobre as situações, mesmo que não fazem nada, mas ficam a saber o desagrado”, adianta Adi Baptista. E neste sentido, garante que as pessoas precisam de continuar a demonstrar o próprio desagrado.

Na mesma linha de pensamento, Carlos Duarte faz acreditar que é necessário que as pessoas continuem a protestar e a manifestar para que as pessoas possam ver os seus direitos respeitados. O sentimento é que as coisas precisam de mudar para as pessoas em todo o Cabo Verde. É o desejo de muitos. “As pessoas não manifestariam se tudo estivesse bem”, adianta Dirce Silva. Esta cidadã diz que as pessoas precisam ser cada vez mais activas.

No entanto, as manifestações têm contado com menos pessoas, pelo menos em São Vicente, isto em comparação com outras manifestações feitas também em datas importantes para o país. Isto não só pelas opções nos feriados e nas datas escolhidas, mas também, pela descrença que este acto possa ajudar a mudar as situações. Não se questiona a importância das manifestações, mas o “timing que as coisas acontecem em Cabo Verde”. Como diz Nuno Dias, este timing é sempre antes das eleições, “quando os partidos devem deixar as pessoas satisfeitas antes das eleições”. Outros também corroboram esta linha de pensamento. “Todas as vezes é assim”, finaliza Kevin Silva.

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