Cabo Verde Airlines : para que serve uma companhia aérea  sem aviões ?

9/07/2018 07:30 - Modificado em 9/07/2018 07:30
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Apesar de terem anunciado que a suspensão dos voos seria apenas entre os dias 2 e 4 de Julho, surge agora, neste fim-de-semana o anúncio da prorrogação da suspensão, que deveria abarcar apenas dois dias.

Em comunicado, o atual Conselho de Administração da empresa, divulgado pela agência portuguesa de notícias ‘Lusa’, atribui o atraso a “razões de natureza técnico-operacional”, pelo que “estima que a irregularidade operacional possa prolongar-se por mais alguns dias”.

Esta informa que mantém “o atraso na entrega do B767 em ’wet lease’ (aluguer com tripulação) e que tudo tem vindo a fazer para que se concretize o mais rapidamente possível”. E que “no âmbito do reforço da sua frota conta ainda receber em breve mais uma aeronave, um Boeing 757 [já com registo cabo-verdiano – D4-CCF], que encontra no Reino Unido em fase de inspecção para seu registo e certificação”, acrescentou a empresa.

Segundo a administração, os atrasos foram alheios aos TACV – Cabo Verde Airlines, e lamenta os “incómodos causados” e manifesta-se confiante que dentro de dias a operação estará estabelecida e de regresso à normalidade.

“A Cabo Verde Airlines está em processo de reestruturação, no âmbito do contrato de gestão assinado com o grupo islandês ‘Loftleidir Icelandic – Icelandair Group’, por forma preparar a empresa para a privatização que deverá acontecer de acordo com calendário do Governo e que será positivo para a companhia”, afirmou o português Mário Chaves, responsável pela gestão da empresa, citado no mesmo comunicado.

No âmbito do contrato de gestão, a empresa começou a operar com dois aviões da Icelandair em novembro de 2017 e, aquando da assinatura do acordo de gestão, em agosto, o Governo cabo-verdiano tinha anunciado que a frota da empresa teria mais três aviões até final deste ano.

Com um passivo acumulado de mais de 100 milhões de euros, a companhia, que mudou a sua base operacional da capital cabo-verdiana para a ilha do Sal, assegura agora apenas as ligações internacionais depois de ter sido cedido à Binter Cabo Verde o mercado doméstico.

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