SOKOL  marcha contras as “Fomes”  com menos de cem pessoas

6/07/2018 04:34 - Modificado em 6/07/2018 04:34
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A Terceira Marcha contra as fomes de hoje, teve como pano de fundo a reedição da marcha do “Capitão Ambrósio” que começou em Ribeira Bote. Com essa inspiração, o SOKOLS organizou esta quinta-feira, 05 de Julho, em comemoração dos 43 anos de independência de Cabo Verde a sua terceira marcha.

A data, para Salvador Mascarenhas, deve-nos levar a questionar sempre e a fazer de tudo para que este dia não passe em branco, neste caso, o balanço dos nossos 43 anos de independência.

Com início em Ribeira Bote, o movimento cívico diz que a escolha da data é importante dada a simbologia que representa para o país e que passadas mais de quatro décadas há ainda muitas coisas que estão mal e outras que andaram para trás, entre elas, segundo Salvador Mascarenhas, os transportes, o acesso democrático à saúde, isso porque, conforme explica, “hoje em dia vê-se que só quem tem dinheiro consegue aceder à saúde”.

Com pouco mais de uma hora de marcha, as fomes a que se refere, são fome de justiça, fome de emprego, fome de saúde, fome de transportes, mas destaca que a ilha de São Vicente e as restantes estão, principalmente, com fome de autonomia, isso porque acredita que se as ilhas tiverem autonomia, Cabo Verde terá um futuro muito mais próspero e essas fomes poderão desaparecer.

Com início em Ribeira Bote, a marcha terminou no estacionamento do cais do Porto Grande, com algumas intervenções de alguns participantes. No entanto, pelo caminho, fizeram-se algumas paragens, entre elas, em frente do Palácio do Povo, na Rua de Lisboa, em frente do Centro Cultural do Mindelo, antigo armazém invadido pelos manifestantes há décadas atrás e, por último, em frente do Ministério da Economia Marítima que, segundo o líder do SOKOLS, é um “drops” para tentar enganar o povo de São Vicente, mas que é preciso muito mais.

Questionado sobre o reduzido  número de pessoas, cerca de 100,  que aderiram à marcha, este garante que não importa o número de pessoas, mas sim a mensagem a ser transmitida e assegura que “vamos continuar a marchar, independentemente do número de pessoas, vamos continuar a insistir” porque acredita que é assim que se fazem as mudanças num país.

Portanto, destaca que o objectivo foi plenamente conseguido e que de entre todas as “fomes”, a prioridade para dotar a ilha da sustentabilidade é a descentralização dos meios do Estado, das estruturas, é uma forma de começar antes da autonomia. “Descentralização eficaz e efectiva, com emprego para todos e uma vida mais digna, é isso que é importante”.

E para isso, afirma que o SOKOLS está a apostar em formações para a consciência do cidadão, “despertar a cidadania activa é uma forma de lutarmos para a evolução deste país”.

Arlinda, uma das participantes da marcha espera que um dia o povo das ilhas crie consciência e comece a juntar-se aos que fazem tudo e trabalham contra estas “fomes” da actualidade.

Carlos Araújo, outro elemento, afirma que no dia em que São Vicente tiver maior autonomia, as outras ilhas irão seguir o seu exemplo e terão a ajuda de São Vicente, pois acredita que “temos capacidade para isso”. E “não se perturbem pela quantidade de gente presente na marcha”, acusando o Movimento para a Democracia, MpD, de ter passado uma semana a tentar desmobilizar as pessoas da área de Ribeira Bote para que não houvesse adesão o que mostra a “nossa força” e garante que “temos vontade de lutar e que iremos triunfar”.

 

 

foto: facebook/ Sokols 2017

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