Jorge Carlos Fonseca coloca a disposição para facilitar entendimentos políticos

5/07/2018 16:15 - Modificado em 6/07/2018 04:29
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Jorge Carlos Fonseca coloca-se à disposição para facilitar entendimentos políticos

Para Jorge Carlos Fonseca, Presidente da República, o que não falta a Cabo Verde são elogios à sua democracia sendo apontado como um exemplo a seguir. Demonstra a própria satisfação quando os indicadores democráticos de Cabo Verde ultrapassam os de países com maior tempo de vivência democrática e que não existe solução que não seja encontrada no quadro da democracia.

“Como cidadão e, sobretudo, como Presidente da República, tenho procurado ser o porta-voz de uma ambição nacional de querer um Cabo Verde mais desenvolvido, mais justo e equilibrado, mais livre e mais solidário”, sublinha.

“Se até esta data a energia desses cidadãos e organizações tem sido decisiva para assegurar o normal funcionamento e a estabilidade do país, urge canalizá-la, também, para acções que respondam, de forma mais rápida e clara, aos grandes desafios do país”. Neste quadro, menciona a questão do mau ano agrícola e as suas consequências e os problemas que se vivem no mundo rural, apelando à sua solução.
Na mesma lista das grandes preocupações, o Presidente fala da questão do desaparecimento de crianças e do abuso e exploração sexual de crianças. “São muitos os casos relevados de abuso contra crianças e isso mostra uma cada vez maior oposição das famílias e da comunidade relativamente a essas práticas destrutivas da integridade e da dignidade das crianças”, pelo que clama por maiores medidas de prevenção.

Mas “neste dia, o Presidente da República não pode deixar de expressar, mais uma vez, a sua profunda preocupação com os casos de pessoas desaparecidas em Cabo Verde, designadamente das crianças e apelar às entidades competentes para que continuem persistentes na investigação do paradeiro de todas essas pessoas”.

E na sua óptica, não será possível fazer face a estas questões, bem como às questões relacionadas com a celeridade da justiça, as reformas educativas, a regionalização, “sem um amplo debate e acordos entre os principais actores políticos e sociais, sem prejuízo da preservação da identidade de cada um”.

Na qualidade de Chefe de Estado, demonstra-se disponível “para facilitar os entendimentos que forem considerados necessários pelos actores políticos, não obstante as naturais e, por vezes, salutares diferenças, existe, pelo menos potencialmente, um amplo espaço de convergência que urge potenciar”.

 

 

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