Policia Federal Brasileira  considera que o MP atacou de forma irresponsável a sua imagem .

4/07/2018 07:10 - Modificado em 4/07/2018 07:10

A Policia Federal Brasileira  , numa nota de repúdio , enviada ao Ministro da Segurança Pública, no dia 28 de Junho , reagiu as declarações do representante do Ministério Publico  de Cabo Verde que durante o julgamento do processo conhecido como “ Operaçao Zorro “considerou  que o seu Despacho Fundamentado  tinha “ sido encomendado pela defesa  “ . Na nota que o NN teve acesso  a PFB considera que “ a insinuação de que inquérito da Polícia Federal do Brasil tenha sido feito “sob encomenda” deve ser veementemente rechaçada, por atacar, de forma absolutamente irresponsável, a imagem desta Instituição.” Mas o delegado da Policia Federal  ROGERIO AUGUSTO VIANA GALLORO vai mais longe ao considera que “ ataque atingiu toda a justiça brasileira , uma vez que “a manifestação do representante do Ministério Púbico da Comarca de São Vicente afeta não somente o trabalho da Polícia Federal, mas resvala em todo o sistema de Justiça Criminal Brasileiro, uma vez que no sistema brasileiro os inquéritos policiais são judicializados e sofrem intervenção tanto do Judiciário quanto do Ministério Público, que tem por função institucional o exercício do controle externo da atividade policial.”

Durante  o julgamento  este online tentou contactar via a whatsap o Gabinete de Comunicação da PFB , mas recusaram-se a comentar  as declarações do representante do MP  durante o julgamento. Com esta nota de repúdio  dirigida ao Ministro da Segurança Politica o caso pode ganhar contornos políticos  e os responsáveis do Ministério das Relações Exteriores do Brasil podem fazer esse protesto oficial chegar as autoridades cabo-verdianas.   

Confira a seguir  a nota na íntegra

“ Ao Exmo. Ministro da Segurança Pública

Assunto: Nota de Repúdio

Exmo. Ministro,

  1. Como é de conhecimento de V. Exa. a Polícia Federal do Brasil investiga a autoria acerca das medidas logísticas e operacionais relacionadas a tráfico de entorpecentes iniciado em território brasileiro com conclusão em Cabo Verde, quando logrou-se apreender cerca de 1.100 quilos de cocaína.
  2. A Policia Federal do Brasil encaminhou ao Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Internacional do Ministério da Justiça, a pedido deste, documentos contidos nos autos de inquérito policial que possibilitassem “melhor compreensão e elucidação dos fatos pelas autoridades daquele país” (Cabo Verde). Tudo feito com ciência das partes interessadas e de forma absolutamente transparente e certificada nos autos.
  3. Nesse sentido, a Polícia Federal do Brasil repudia as declarações do representante do Ministério Público da Comarca de São Vicente que, ao se referir ao Inquérito Policial nº 1070/2018, conduzido pela Superitendência Regional da Polícia Federal na Bahia, afirmou nos autos da ação penal que tramita na Justiça de Cabo Verde que “o inquérito cuja a defesa requereu não passa da mais pura manobra traduzida numa encomenda, o qual não faz prova e não tem qualquer interesse para a descoberta da verdade material”
  4. Com efeito, como é notório conhecimento, é traço marcante da Polícia Federal do Brasil a independência, a isenção e a autonomia com que as nossas investigações são conduzidas, livres de quaisquer interferências, sejam elas externas ou internas. Tal característica é motivo de orgulho de toda a Instituição e mantida à custa de árduo trabalho e permanente vigilância. 5. Não é por outro motivo que a Polícia Federal do Brasil é respeitada nacional e internacionalmente, sendo demandada constantemente a capacitar integrantes de outras instituições policiais de diversos países no mundo, compartilhando as técnicas investigativas utilizadas.
  5. Ademais, a manifestação do representante do Ministério Púbico da Comarca de São Vicente afeta não somente o trabalho da Polícia Federal, mas resvala em todo o sistema de Justiça Criminal Brasileiro, uma vez que no sistema brasileiro os inquéritos policiais são judicializados e sofrem intervenção tanto do Judiciário quanto do Ministério Público, que tem por função institucional o exercício do controle externo da atividade policial.
  6. Assim, a insinuação de que inquérito da Polícia Federal do Brasil tenha sido feito “sob encomenda” deve ser veementemente rechaçada, por atacar, de forma absolutamente irresponsável, a imagem desta Instituição.

Respeitosamente,

ROGERIO AUGUSTO VIANA GALLORO

Delegado de Polícia Federal Diretor-Geral  “

  1. rogério pires

    Bom dia

    apenas para lembrar ao pessoal que em Cabo Verde acompanhamos as notícias do brasil todos os dias através da Record TV …

  2. Bárbara Dantas

    Agora sim!
    O Brasil formalmente se posiciona contra o Ministério Público de Cabo Verde quando este indica que o Despacho Fundamentado da PF Brasileira foi “encomendado”, dito durante o julgamento dos nossos velejadores.
    Os verdadeiros bandidos, aqui no Brasil, já estão com prisão preventiva decretada.
    E o que fez Cabo Verde de investigação?
    Acomodou-se em colocar inocentes presos como se tivessem realizado um grande feito! Na verdade, se os bandidos estão soltos, estão colaborando que a bandidagem continue atuando!
    Feliz de ver o Brasil se posicionando e trabalhando!
    Vamos junto Cabo Verde!

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