Ataques israelitas mataram este domingo 23 pessoas em Gaza

18/11/2012 22:23 - Modificado em 18/11/2012 22:23
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Foram sobretudo crianças e mulheres que morreram este domingo em Gaza, devido aos bombardeamentos israelitas. Foi o mais mortíferos dos ataques desde que, na quarta-feira, se reacendeu o conflito israelo-palestiniano.

 

Numa só família deste território governado pelo Hamas, os Al-Dallou, morreram 11 pessoas, cinco delas crianças. O prédio de três andares onde viviam foi atingido por um bombardeamento aéreo e ficou totalmente destruído, relata a AFP.

 

Mohammad al-Dallou, o patriarca, que está entre os mortos, era funcionário do ministério do Interior do Hamas. “O massacre desta família não ficará impune”, disseram as Brigadas Ezzedine al-Qassam, o braço armado do Hamas.

 

Ao início do dia, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, disse que Israel está preparado para expandir significativamente a operação militar na faixa de Gaza, que entrou este domingo no seu quinto dia, com bombardeamentos por ar e mar.

 

 

Em declarações a jornalistas antes de uma reunião do seu gabinete, Netanyahu referiu um “pesado preço” ao Hamas e às “organizações terroristas”, acrescentando: “As Forças de Defesa de Israel estão preparadas para uma expansão significativa da sua operação”.

 

Israel bombardeia a faixa de Gaza há cinco dias, atingindo várias posições no território a partir do ar e também do mar, várias posições no território palestiniano.

 

Pelo menos dois edifícios ocupados por órgãos de comunicação social, no complexo Al Shawa, foram atingidos durante a noite. Seis jornalistas ficaram feridos, cinco dos quais da cadeia de televisão Al Quds, do Hamas. Um fotógrafo teve uma perna amputada. O ataque terá acabado por atingir também instalações das britânicas Sky e ITN.

 

No seu site na Internet, as Forças de Defesa de Israel dizem que dezenas de postos subterrâneos de lançamento de rockets foram destruídos pela aviação israelita. Também foram atingidos o que Israel afirma ser um centro de comando e de treino do Hamas e uma antena de comunicação.

 

A partir do mar, Israel alvejou o que classifica como “bases de treinamento” do Hamas no extremo Norte da costa de Gaza.

 

“Os sítios atingidos foram positivamente identificados por serviços precisos de inteligência ao longo de meses”, afirmam as Forças de Defesa. Segundo Israel, desde quarta-feira, quando foi lançada a Operação Pilar de Defesa – justificada pelo Governo israelita como uma reacção à ameaça terrorista -, cerca de 500 rockets foram lançados a partir de Gaza em direcção a Israel. Alcançaram Jerusalém e Telavive.

 

Esta manhã, as sirenes de alarme soaram em Telavive, que já tinha sido atingida por um rocket, sem vítimas ou grandes danos. O novo ataque foi interceptado pelas forças israelitas.

 

Israel tem estado a concentrar forças junto à fronteira de Gaza, numa movimentação que indica uma forte possibilidade de ataque terrestre sobre o território. Cerca de 75.000 reservistas foram colocados de prontidão, para serem mobilizados caso necessário.

 

 

 

publico.pt

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