Assassinato de Paulo Rocha: Acusado arrisca pena de 16 anos de prisão

27/06/2018 06:57 - Modificado em 27/06/2018 06:57

O arguido pode ser punido com pena de prisão de 10 a 16 anos, de acordo com o Código Penal de Cabo Verde, pela morte de Paulo Rocha.

Começou a ser julgado, esta segunda-feira, o homicida de Paulo “Nazu” Alexandre Rocha, de 20 anos, assassinado na madrugada do fim de ano no Mindelo, em pleno centro da cidade, na Av. 5 de Julho, com uma facada, alegadamente na sequência de um desentendimento entre grupos rivais de Ribeira Bote e de Fonte Francês.

Durante estes dois dias, foram ouvidos o arguido e mais sete co-arguidos acusados do crime de motim e ainda as testemunhas. No primeiro dia foi feita também a reconstituição do crime.

De acordo com alguns depoimentos, a confusão começou quando a vítima, sentindo-se insultada por Luís, ou “Ti Lis”, do grupo de Fonte Francês, lhe atirou com uma garrafa de Martini. Nisso, o acusado, John da Graça, outro integrante de um grupo  referenciado como “Grupo de Ti Lis”, meteu-se na confusão e acabou por agredir “Nazu” com uma faca.

Os companheiros da vítima dizem que após a agressão foram atacados com pedras e garrafas pelo outro grupo e que, com a confusão, se dispersaram. Os que ficaram com “Nazu”, incluindo a namorada, adiantam que ele continuou a andar, não tendo dado importância ao ferimento e que depois de terem percebido que estava ferido, transportaram-no ao hospital, onde viria a falecer.

De um lado, dizem que a vítima foi agredida por trás enquanto que os acusados dizem que estavam lado a lado. O certo é que Paulo acabou por falecer no Hospital Baptista de Sousa, onde foi submetido a uma intervenção cirúrgica, mas não resistiu aos ferimentos, acabando por morrer na manhã do dia 01 de Janeiro.

Quanto ao jovem detido, na altura da sua detenção, disse que reagiu quando foi atingido com uma garrafa na cabeça, acabando por agredir o jovem com a faca. No entanto, durante o julgamento, confessou que “tudo terá começado com insultos e agressões” de parte a parte, acabando por desferir o golpe ao “rival”.

Tudo indica que o que esteve por trás desta morte foi “uma retaliação pelo ataque à catanada sofrido no dia 21 de Dezembro por um elemento do grupo de Fonte Francês”. Ataque que foi atribuído ao grupo “Pintcha Andor” da Ilha da Madeira.

Paulo Alexandre foi morto com uma facada na rua Sena Barcelos, no centro da cidade do Mindelo, quando elementos da Ilha da Madeira e de Fonte Francês se envolveram numa briga.

O julgamento continua esta quarta-feira, com as alegações finais às 10 horas.

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