Julgamento do desfalque na Caixa Económica do Mindelo adiado para 17 de Outubro

27/06/2018 06:50 - Modificado em 27/06/2018 06:50
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O Segundo Juízo Crime do Tribunal da Comarca de São Vicente adia, pela segunda vez, o julgamento do subgerente da Agência da Caixa Económica do Mindelo, Herberto Rodrigues, acusado de abuso de confiança e burla qualificada, na sequência do suposto desvio de 280 mil euros do cofre da referida agência. O valor em dinheiro terá desaparecido do cofre da agência da Av. 5 de Julho.

O adiamento segue na sequência de documentos solicitados pela defesa à agência e que ainda não tinham sido anexados ao processo. Os documentos tinham sido solicitados pela defesa dentro do prazo legal e são considerados pela mesma de “extrema importância” para o apuramento dos factos e “repor” a verdade e que também seria do interesse do Tribunal conhecer os referidos documentos. Pela natureza e quantidade dos documentos a defesa solicitou tempo para conhecer e avaliar o conteúdo dos mesmos.

Portanto, o Tribunal determinou que o julgamento fosse adiado para o dia 17 de Outubro do corrente ano, ou seja, no próximo ano judicial.

O ex-subgerente e tesoureiro está a ser julgado pelo Tribunal de São Vicente devido a um suposto desvio de 280 mil euros da agência bancária da Avenida 5 de Julho, na cidade do Mindelo. “Bety”, que se proclama inocente, vai agora poder provar se teve ou não culpa no desaparecimento desse montante, desfalque detectado na sequência de uma auditoria de rotina realizada em 2015.

O dinheiro estava numa bolsa e desapareceu de um cofre sob a sua responsabilidade e da gerente, mas sem sinais de arrombamento. Devido às circunstâncias, “Bety” Rodrigues acabou por arcar com as responsabilidades criminais e detido pela Judiciária a mando do Ministério Público. Além disso, o banco instaurou-lhe um processo disciplinar e foi despedido da empresa por “justa causa”. Para piorar a sua situação, um juiz determinou a sua prisão preventiva por alegado receio de fuga, tendo passado alguns meses na cadeia da Ribeirinha. Mais tarde, foi libertado e ficou a aguardar o julgamento em liberdade.

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