António Monteiro: “A ilha do Maio não está bem”

26/06/2018 06:38 - Modificado em 26/06/2018 06:40
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O presidente da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID, oposição) disse hoje que a ilha “não está bem”, nos sectores chaves para ilha, começando pela agricultura, criação de gado e turismo.

“Pode dizer-se que a ilha não está bem, na medida em que  em todas as aldeias, vilas e mesmo aqui na cidade do Porto Inglês, que vistamos, os jovens estão a reclamar de forma bastante acentuado do problema do emprego, pensamos que é o maior problema da ilha,”, lançou Monteiro no final de uma visita de três dias ao Maio.

O líder dos democratas cristãos justificou a sua afirmação de que a ilha “não vai bem” alegando que os criadores de gado tem vindo a passar por um “mau momento”, devido ao mau agrícola que tem contribuído para uma “perda significativa” de mais da metade dos seus rebanhos, e consequentemente essas famílias ficaram “muito mais pobre” do que aquilo que estavam antes.

Para o líder da UCID, o programa de mitigação da seca e do mau ano agrícola, em implementação pelo Governo,  “não foi muito audaz” na medida em que o programa de distribuição dos vales-cheque, mobilização da água e criação de emprego não foram “suficientemente fortes” para puderem dar respostas positivas às aspirações destas pessoas.

Aquele dirigente político avançou ainda que do total de vales-cheque canalizados para ilha, somente 25 por cento (%) deste montante foi utilizado até então, porque as pessoas não têm outros rendimentos que os possibilitem adquirir a ração animal e salvarem parte dos seus animais.

“Nós acreditamos que existem outras soluções técnicas e há seis anos que a UCID tem vindo a apontar na Assembleia Nacional aos sucessivos governos  o caminho que nós consideramos ser muito bom para os criadores de gado a nível nacional, como aqui na ilha do Maio, em que existe muito sol e vento”, lançou o deputado, referindo-se à forragem hidropónica.

“Com a tecnologia existente não se pode dar ao luxo de se perder tanto gado como tem acontecido aqui na ilha do Maio” notou.

António Monteiro prometeu levar essas preocupações e sugestões ao parlamento para ser discutido, tendo em vista que está agendada esta questão para esta sessão parlamentar.

António Monteiro mostrou-se preocupado também com a qualidade de estrada dentro da cidade do Porto Inglês, assim como a que liga o porto ao centro urbano da ilha, bem como a situação dos transportes aéreos, que na sua opinião não favorece o desenvolvimento do sector do turismo.

Defendeu que a ilha deveria ter pelo menos uma ligação aérea diária, mas com aviões adequados à realidade da ilha neste momento, e que caso não for feito a ilha do Maio vai ver mais “uma oportunidade a ser adiada”.

“É preciso que o Governo dê indicações ou criar condições para que haja aparelhos de pequeno porte de pelo menos 20 ou 30 lugares, para que haja essa dinâmica aérea”, concretizou, e trazer ao Maio uma economia, não só com base no turismo, mas também na agricultura e na pesca.

Inforpress

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