Evacuação na ilha da Boavista: PAICV exige responsabilização do governo

25/06/2018 16:42 - Modificado em 25/06/2018 16:43
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“Sabemos que nenhuma palavra de consolo ou pronunciamento público conseguem diminuir a dor, o sofrimento e a revolta dessa família, mas uma coisa podemos garantir a família da Eloisa e a toda a Nação Cabo-verdiana, o PAICV está determinado a accionar todos os meios legais, políticos e institucionais, e ir até as últimas consequências se necessário, até que sejam apuradas as responsabilidades políticas e criminais e até que sejam criadas as condições para que o que aconteceu a Eloisa na ilha da Boavista não aconteça a mais ninguém em nenhuma ilha de Cabo Verde”, é o comprimisso que o PAICV assume em consequência da morte da jovem durante a evacuação da ilha da Boavista.

Palavras de Walter Évora, deputado do PAICV, que considera que a morte da jovem era perfeitamente evitável se tivesse sido transportada a tempo para a ilha do Sal. E ainda que está incidente põe a nu uma situação de “de total desprotecção, de total vulnerabilidade, uma situação precária que se vive em Cabo Verde actualmente, situação essa que é sobejamente conhecida pelo Governo”.

“Nós contactámos a Delegada de Saúde da ilha da Boavista que nos disse que contactou a Binter a solicitar a evacuação da paciente, a Binter lhe respondeu que não poderia transportar essa paciente alegando falta de disponibilidade de lugares no voo e ela não teve outra solução, senão recorrer ao auxílio de uma pequena embarcação para tentar salvar a vida da paciente que já estava numa situação crítica”, como descreve Évora.

E para o PAICV a responsabilidade deve ser assumida pelo governo, na pessoa do primeiro-ministro e do Ministro da Saúde, “que foram negligente ao desmantelarem um sistema de evacuações que funcionava e era assegurado pelos TACV, Cabo Verde Express e Guarda Costeira”.

Sistema que considera não foi negociado com Binter as condições de prestação do serviço público, “por não conseguirem exercer a autoridade do Estado para proteger os seus cidadãos, parecendo que este governa esta completamente na mão de determinados interesses económicas instalados em Cabo Verde e completamente impotente perante uma empresa que pode a qualquer momento deixar Cabo Verde sem ligações aéreas domésticas”.

E o partido chama o Ministério Publico ao caso: “PAICV espera também uma acção célere, firme e forte do Ministério Público para assacar as responsabilidades penais e civis dos agentes da campainha aérea que foram imprudentes ao negarem transportar a jovem Eloisa Correia, pois essas pessoas têm que assumir a consequência dos seus actos e serem apresentadas perante a justiça Cabo-verdiana”.

E o partido reunido em comissão politica vai decidir quais os mecanismos legais e institucionais que serão accionados nos próximos dias.

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