Trabalhadores da Pedreira de Cabo d’Ribeira   preocupados com o futuro

22/06/2018 06:58 - Modificado em 22/06/2018 06:58
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Um trabalhador da pedreira em Espia, Cabo de Ribeira, afirma estar preocupado com o futuro do seu sustento. José da Cruz não sabe se irá continuar a trabalhar na pedreira ou se irá sentar-se. No local é possível ver a delimitação dos terrenos para construção no espaço onde trabalha e na estrada que dá acesso ao local onde vendem o material que retiram das rochas.

Um espaço onde estes trabalhadores exercem a própria função há muitos anos. A preocupação com o terreno que foi delimitado é que coloca em suspenso estes trabalhadores que não sabem se vão poder ou não continuar a extrair pedras das rochas. “Eu trabalho aqui há mais de trinta anos. Toda a minha vida foi aqui. Aqui criei os meus filhos e é onde ainda consego tirar o sustento da minha família”, avança José da Cruz.

Jailson também trabalha no mesmo espaço há cerca de vinte anos com o pai e também demonstra a sua preocupação. Com a suposta construção de casas no local, os trabalhadores podem ser obrigados a deixar de extrair pedras. Uma preocupação uma vez que, como avançam, foi o que sempre fizeram durante toda a vida. “Eu sempre trabalhei aqui juntamente com o meu pai e, agora, se começaram a cavar para construir casas aqui não vamos poder trabalhar e nem ganhar o nosso pão de cada dia. Temos de continuar a trabalhar porque muitas pessoas dependem de nós”, diz Jailson.

A maior preocupação para estas pessoas é o facto de não saberem ainda o que vai acontecer. Isto porque vêem as marcas no chão a delimitar os terrenos e já tentaram falar com o edil mas sem sucesso, uma vez que ainda não obtiveram nenhuma resposta sobre o que pode acontecer com eles, afirma José.

Esta falta de resposta preocupa porque estão na eminência de ficarem sem o lugar onde buscam o próprio dia-a-dia. José da Cruz diz que foi pessoalmente falar com o Presidente que ficou de passar, mas ainda nada. Estes trabalhadores precisam de uma resposta para saber o que fazer e se a resposta for negativa, querem saber se existem alternativas por parte da edilidade. Homens que dizem que trabalharam a vida inteira nesta pedreira e que continuam a fazê-lo sendo este o sustento das próprias famílias.

“Continuaremos a trabalhar normalmente, mas nenhum caminho pode ser fechado porque senão não podemos fazer nada, nem sequer trabalhar”, conclui Jailson.

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