Destino de crianças separadas dos pais na fronteira dos EUA ainda confuso

22/06/2018 06:36 - Modificado em 22/06/2018 06:36
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O destino das centenas de crianças imigrantes que foram separadas dos pais na fronteira dos Estados Unidos ainda não está claro, um dia depois do Presidente norte-americano, Donald Trump, ter recuado para evitar a separação de famílias.

No seguimento de uma vaga de críticas, tanto a nível interno como internacional, contra a política migratória de “tolerância zero” de Washington, Trump assinou, na quarta-feira, uma nova ordem executiva que prevê que as crianças não sejam separadas dos familiares e que sejam mantidas junto aos pais enquanto estes estão detidos sob a acusação de terem atravessado, de forma ilegal, a fronteira norte-americana.

Mas, segundo a atual lei norte-americana em vigor desde 1997 e citada pela estação pública britânica BBC, as crianças migrantes e indocumentadas não podem ser detidas por mais de 20 dias pelos serviços de imigração.

Mesmo depois da assinatura da ordem executiva, vários responsáveis norte-americanos têm transmitido informações confusas sobre o que vai acontecer às cerca de 2.300 crianças que foram separadas dos pais na fronteira sul norte-americana, entre os Estados Unidos e o México, desde o passado dia 05 de maio.

Enquanto os pais estão sob custódia judicial até serem presentes a um juiz, as crianças foram enviadas para centros de acolhimento improvisados, cujas condições precárias foram denunciadas pelos ‘media’.

O jornal The New York Times noticiou que um conselheiro do procurador-geral norte-americano Jeff Sessions (o equivalente ao ministro da Justiça português), Gene Hamilton, mencionou, a propósito da nova ordem executiva, numa “fase de implementação”.

Se a administração norte-americana quiser manter as famílias imigrantes detidas juntas no mesmo local e até que os respetivos processos estejam concluídos terá de pedir ao Congresso ou aos tribunais que alterem a lei vigente.

Um dia depois da assinatura da ordem executiva, e numa breve declaração aos jornalistas, Trump disse hoje que vai pedir à sua administração para que atue e garanta o reencontro destas cerca de 2.300 crianças com as respetivas famílias.

Momentos depois desta declaração de Donald Trump, os ‘media’ norte-americanos noticiaram a deslocação surpresa da primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, a um centro de acolhimento na localidade de McAllen (Texas), na fronteira com o México, onde pretendeu conhecer pessoalmente a situação das crianças imigrantes.

Aos jornalistas, Melania Trump manifestou o seu desejo de ajudar estas crianças imigrantes a reencontrarem os respetivos pais “o mais rápido possível”.

A primeira-dama foi uma das muitas vozes que criticaram a política migratória de “tolerância zero” da atual administração, tendo afirmando que odiava ver crianças separadas das suas famílias.

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