Estradas de acesso à Chã das Caldeiras representam um investimento do Governo na ordem dos 300 mil contos

22/06/2018 06:29 - Modificado em 22/06/2018 06:29
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A construção dos troços de estrada Campanas de Cima a Piorno, numa primeira fase, Piorno a Fernão Gomes, numa segunda etapa e Cova Tina, Portela, Bangaeira, representa um investimento do Governo na ordem dos 300 mil contos.

O anúncio foi feito hoje pelo primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, ao efectuar em Campanas de Cima, a consignação da obra entre esta localidade e Piorno, para a construção de um troço de estrada rural com uma faixa de rodagem de 4.5 metros, sendo quatro metros de via e meio metro de berma, numa extensão de pouco mais de sete quilómetros.

Na ocasião, Ulisses Correia e Silva disse que é com muito prazer que está em Campanas de Cima, não para lançar a primeira pedra, mas para consignação de obra e o seu arranque, anotando que as máquinas estão do outro lado, prontas para começar a execução física da obra que vai ser concluída num prazo de 18 meses.

“Quando seleccionamos este investimento, o troço Campanas de Cima, Piorno até Monte Velha (Fernão Gomes) e o troço que vai de Cova Tina a Bangaeira, passando por Portela, num valor de cerca de 300 mil contos de investimentos, ele tem uma razão de ser”, disse Ulisses Correia e Silva.

O chefe do Governo indicou que não se vai fazer mais uma estrada, mas sim fazer uma estrada que desencrava localidades, que traz economia, quer para produtos agro-industriais produzidos nestas localidades, quer para o turismo, uma estrada para tornar mais próxima as localidades, que facilita a circulação e permite que a vida das pessoas fica mais facilitada, numa área que tem muitas potencialidades, agrícola e turística, mas uma estrada que vai ligar a um ponto que se pretende desenvolver fortemente que é Chã das Caldeiras.

Para Chã das Caldeiras, onde o trabalho está sendo preparado, além deste troço de estrada, que é uma alternativa para evacuação e para a segurança da ilha, segundo Ulisses Correia e Silva, está-se a trabalhar “de forma planeada e integrada”.

“Não queremos intervir em Chã das Caldeiras, como foi feito no passado com chapas aqui e acolá e sem saber para onde ir”, disse o chefe do Governo, indicando que existe um plano estruturado que aumenta o valor de Chã na economia e no turismo.

Esse plano, acrescentou, está associado a uma nova adega de produção de vinho, que será também uma grande referencia turística, que permite o assentamento com segurança, a gestão de risco, observado que tudo foi trabalhado para permitir fazer a ligação deste grande centro de produção quer agrícola, como centro turístico de referência com o resto da ilha.

Ulisses Correia e Silva lembrou que a água já chegou a Chã das Caldeiras e que há projecto para a sua electrificação, e que, de forma organizada e planeada, está-se a trabalhar para beneficiar a economia da ilha.

A ministra das Infra-estruturas, Ordenamento do Território e Habitação, Eunice Silva, disse que a estrada terá a dimensão de 4.5 metros por ser uma estrada rural e numa área protegida, indicando que o seu financiamento é, neste momento, de 168 mil contos, valor que poderá ser aumentado tendo em conta alguns “pontos negros” devido as linhas de água e a necessidade de construção de obras hidráulicas.

Segundo a governante, vai-se iniciar de Piorno para Campanas de Cima por ser mais fácil levar os equipamentos, mas também devido a necessidade de construir algumas obras hidráulicas, tendo destacado a importância das mesmas no caso de uma erupção vulcânica, assim como para o turismo e a economia.

Já a estrada que liga Cova Tina Bangaeira, que será consignada sexta-feira, vai custar 109 mil contos, sendo que as duas infra-estruturas representam um investimento de 277 mil contos.

A titular da pasta das Infra-estruturas observou que para o troço entre Piorno e Fernão Gomes ainda o Governo não dispõe de financiamentos.

O edil de São Filipe, Jorge Nogueira, destacou a importância do troço Campanas de Cima/Piorno/Fernão Gomes, que vai complementar o acesso à Chã das Caldeiras, mas que vai permitir o desenvolvimento de todas as localidades intermédias, sobretudo nas áreas agrícolas, pecuária e turismo.

Em nome dos moradores de Campanas de Cima, José Manuel Alves de Pina disse que a população está contente e ao mesmo tempo preocupada, explicando que ela está contente porque a via vai permitir o desencravamento de parte da comunidade e levar o desenvolvimento nos vários sectores, preocupada com o arranque das obras, porque segundo o mesmo não é nem primeira, nem segunda vez que o troço foi delineado sem que as obras começassem.

Face a sua preocupação, quer o edil, como a ministra das Infra-estruturas e o primeiro-ministro, garantiram que a obra já iniciou com a consignação e que dentro de 18 meses estará pronta.

Inforpress

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