Regionalização: “Os políticos devem decidir o melhor para Cabo Verde”

19/06/2018 07:44 - Modificado em 19/06/2018 07:47
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Num dos últimos estudos da Afrosondagem, apenas 35% dos cabo-verdianos considera que o Governo deveria priorizar a regionalização no rol das necessidades do país e 40% não tem posição formada.

Ainda no estudo, vinte e quatro por cento dos inqueridos posicionaram-se contra, o que levou os promotores do estudo a considerar que a regionalização ainda é considerada um tema desconhecido. Neste capítulo, grupos da sociedade civil têm feito algo para socializar este tema com as pessoas. Os partidos têm socializado as suas propostas, mas o estudo sublinha que nas sessões de esclarecimento realizadas em São Vicente, nenhuma delas teve sala cheia. E o círculo do processo vai-se fechando, isto quando se aproxima o debate no Parlamento.

A questão da regionalização parece ser um assunto mais presente e muito por causa dos partidos políticos. O tema não tem sido consensual e, neste particular, as discussões entre os partidos sobre o tema, de certa forma, têm trazido o tema ao debate público, sendo este também um dos objectivos dos partidos, ou seja, que as pessoas passem a conhecer a questão da regionalização e da sua realização.

Muitos dizem estar já à espera da regionalização. “Penso que, como as pessoas têm dito, vai melhorar as ilhas e vai trazer o desenvolvimento para cada ilha”, segundo Alberto Santos. É também uma ideia aceite por muitos. O desenvolvimento das ilhas e a melhoria da qualidade de vida de cada um são um objectivo comum.

A questão volta para o Parlamento e os pedidos são no sentido de que se possa fazer o melhor. Num tom mais crítico Simão Delgado diz que tem a certeza que os políticos sabem o que é o melhor para Cabo Verde assim como as pessoas. E diz não acreditar que os debates continuam a focar em assuntos que não interessam às pessoas. Neste sentido, o pedido é “que possam debater e chegar ao consenso que é o que todos querem”.

Na mesma linha de pensamento, Bruno Dias diz que tem seguido o debate. Tudo está nas mãos dos políticos e estes devem fazer o melhor para as pessoas. Isto porque, segundo os entrevistados, não se mostram muito confiantes nos debates que têm sido realizados no Parlamento, por serem pouco esclarecedores da situação do país. “Cada um defende o seu ponto de vista”, sintetiza Edson Barbosa.

“Os partidos só têm defendido as próprias posições”, afirma Gerson Silva que se preocupa se a lei vai ser aprovada ou não. “Nós temos visto que os partidos em Cabo Verde não se conseguem entender quando têm ideias diferentes”, demonstrando pouca fé na aprovação da lei. Mas, neste sentido, pede que os políticos possam entender-se não somente nesta matéria mas também noutras igualmente importantes para o país. Desejo expresso para que se continue a fazer o melhor para Cabo Verde, isto, com todos o integrantes e decisores.

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